domingo, 28 de junho de 2015

ATITUDES CRISTÃS DIANTE DO HOMOSSEXUALISMO




1. O crente não deve odiar os homossexuais nem ser intolerantes com relação a eles. Não foi isso que Jesus nos ensinou. O Senhor Jesus nos ensinou um novo mandamento: amar uns aos outros. Qualquer atitude de ódio, preconceito ou intolerância é uma quebra do mandamento do Senhor. Nossas palavras e ações devem ser baseadas no amor e na misericórdia. Deus nos trata com graça e com graça devemos tratar as pessoas.

2. Os homossexuais não devem ser evitados ou expulsos, mas amados e acolhidos. Devemos lembrar que Jesus não andava no meio dos santos, mas dos pecadores. Fomos chamados do mundo para Deus, mas enviados de volta ao mundo como testemunhas do Evangelho.

3. Não existe diferença alguma entre qualquer membro da igreja e os homossexuais que não fazem parte dela. Todos somos pecadores e alvos do amor de Deus. A única diferença é de posicionamento diante de Deus; salvos e não-salvos. Os que são salvos não o são porque não são homossexuais, mas porque Cristo os salvou da morte e do pecado através do seu sangue derramado na cruz. Não por obras foram salvos, mas por fé.

4. O homossexual não precisa de salvação porque é homossexual, mas porque é pecador, herdeiro do pecado original como qualquer ser humano que nasceu a partir da expulsão de Adão e Eva do paraíso. Não existe diferença entre um homossexual e um heterossexual diante de Deus, pois todos pecaram e carecem da sua glória. Ser tolerante com relação ao pecador não significa, porém, ser tolerante com relação ao seu pecado. O homossexual deve abandonar o seu homossexualismo da mesma forma que qualquer outro pecador deve abandonar qualquer outro pecado.

5. Homossexualismo não é uma doença que precise de cura. Não existe a tal da “cura gay”. O que existe é uma pessoa pecadora que precisa se arrepender e crer em Jesus Cristo para se salvar. A transformação promovida na vida do indivíduo através da ação regeneradora e santificadora do Espírito Santo é que transformará a sua condição natural, como acontece com qualquer outro pecador. Em Cristo, o homossexual é nova criatura, as coisas antigas passaram, eis que se fizeram novas.

6. Não é pecado ter amigos gays, frequentar suas casas ou participar de qualquer evento social com eles, contando que seja algo sadio. Pecado é considerar-se tão santo ao ponto de não poder andar com um pecador. Jesus andava, comia e bebia com pecadores. Jesus era Deus, era perfeito, então o que devemos fazer?

7. Não devemos pregar contra o homossexualismo, mas a favor da conversão do pecador. Não fomos chamados para sermos ativistas anti-gays, mas para sermos sal da terra e luz do mundo. Que diferença há entre homossexualidade e um heterossexual promíscuo? Um homossexual pode ser muito mais direito que um heterossexual. A maioria dos políticos que roubam o país não são gays. O problema não está em ser homossexual, mas em ser pecador condenado e carente de salvação.

8. A grande maioria dos homossexuais não está envolvida nas questões polêmicas do ativismo gay. As ações praticadas por essa minoria antidemocrática e reacionária não deve ser revidada na mesma moeda, mas tolerada. O mundo odeia a Cristo e, como consequência, nos odeia também. As ações antievangélicas praticadas pelos ativistas gays devem ser combatidas pela prática do amor, da misericórdia, da graça. Não devemos revidar o mal com o mal, mas com o bem, dando a outra face, caminhando mais uma milha, dando-lhes a túnica, promovendo a paz, amando e orando por eles.

9. A arma do crente é a Bíblia. Contudo, ela não é uma arma de fuzilamento, mas de salvação. O que precisamos saber para defender a nossa fé está nela. É ela quem nos mostra que não é natural a prática homossexual, que esta é uma aberração diante de Deus. Mas a mesma Bíblia relaciona outros pecados igualmente condenados. Como já foi dito, o problema do homem não está no pecado que ele pratica, mas no pecado original. É por causa do pecado original que precisamos de salvação. Os pecados pessoais ou existenciais, são apenas frutos, consequencias, sintomas do grande pecado herdado na Queda.

10. A igreja não está preparada para acolher o homossexual que se converte. É preciso haver essa preparação, entendendo que ele deverá enfrentar um longo processo de transformação (acima de tudo no caso dos transexuais). Neste processo ele precisa contar com o amor, a compreensão, o apoio e o carinho da igreja, sem qualquer preconceito ou cobrança indevida. O amor é o dom supremo e a lei suprema. Se não amarmos uns aos outros, não cumpriremos o mandamento do Senhor. O amor é o fiel da nossa balança.

11. A igreja deve, porém, exercer o seu papel profético e missionário, pregando o Reino de Deus, defendendo e vivendo os valores cristãos. O casamento e a família como Deus os criou devem ser valorizados e promovidos. Qualquer ação contra a instituição familiar deve ser rechaçada com amor e misericórdia. A igreja deve fazer uso da sua liberdade religiosa garantida pela Constituição Federal e exigir das autoridades proteção às suas liturgias e aos seus locais de culto, bem como o respeito ao conteúdo da sua fé. Como estamos neste mundo, devemos saber, porém, que em algum momento deveremos sofrer agravo, apanhar, pois o mundo jaz no maligno e não possui compromisso algum com Deus e a sua Palavra. Com relação ao mundo, a certeza que podemos ter é que seremos odiados e perseguidos, sem revide ou vingança.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O NEVOEIRO – Uma breve explicação histórica




Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência. Ela, porém, tem como pano de fundo um período negro da história da Igreja em diversos países, inclusive no Brasil: a “Santa Inquisição”, quando a Igreja Católica Apostólica Romana perseguia, torturava, condenava e assassinava pessoas contrárias à Santa Sé, incluindo judeus, protestantes e supostas bruxas. A Inquisição fez parte do movimento de contra-Reforma. O Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563), trazia diversos cânones e anátemas contra as ‘inovações doutrinárias dos protestantes. Em sua sessão IV, cânones 785 e 786 sobre “A edição da Vulgata da Bíblia e o modo de interpretação”, o Concílio de Trento traz as seguintes afirmações:

785. Além disso, considerando que poderá resultar em não pequena utilidade para a Igreja de Deus, dando-se a conhecer qual de tantas edições latinas que correm dos Livros Sagrados se deve ter por legítima, esse mesmo sacrossanto Concílio determina e declara: que nas preleções públicas, nas discussões, pregações e exposições seja tida por legítima a antiga edição da Vulgata, que pelo longo uso de tantos séculos se comprovou na Igreja; e que ninguém, sob qualquer pretexto, se atreva ou presuma rejeitá-la.

786. Ademais, para refrear as mentalidades petulantes, decreta que ninguém, fundado na perspicácia própria, em coisas de fé e costumes necessárias à estrutura da doutrina cristã, torcendo a seu talante a Sagrada Escritura, ouse interpretar a mesma Sagrada Escritura contra aquele sentido, que [sempre] manteve e mantém a Santa Madre Igreja, a quem compete julgar sobre o verdadeiro sentido e interpretação das Sagradas Escrituras, ou também [ouse interpretá-la] contra o unânime consenso dos Padres, ainda que as interpretações em tempo algum venham a ser publicadas. Os que se opuserem, sejam denunciados pelos Ordinários e castigados segundo as penas estabelecidas pelo direito. [Seguem uns preceitos sobre a impressão e aprovação dos livros, onde se estabelece entre outras coisas o seguinte:] que para o futuro a Sagrada Escritura, principalmente essa antiga edição da Vulgata, seja publicada do modo mais exato possível; e que a ninguém seja permitido imprimir ou fazer imprimir qualquer livro sobre assuntos sagrados sem o nome do autor, nem vendê-los ou retê-los consigo, se não forem primeiro examinados e aprovados pelo Ordinário…

            A sociedade européia e as demais sofreram por longos séculos as consequências da perseguição do Santo Ofício, e a História está aí para nos dar seus exemplos e provas. Apesar disso, a Reforma Protestante avançou e jamais retrocedeu. Muitos homens e mulheres comprometidos com a Palavra da verdade foram perseguidos e mortos. A Igreja de Cristo firmou suas raízes no mundo, a despeito da vontade de homens inescrupulosos e gananciosos, que tentaram a todo custo calar a voz do Espírito Santo na terra. Embora hoje convivamos com muitas seitas pentecostais e neopentecostais que se autointitulam igreja sem o ser, deturpando e envergonhando o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, os verdadeiros cristãos permanecem firmes, pregando o Reino de Deus e espalhando pelo mundo inteiro a sua maravilhosa Palavra, confeccionando e distribuindo Bíblias.
            Se o leitor pesquisar na Internet sobre os objetos de tortura medievais utilizados pela Inquisição, ficará perplexo.
            Deus seja louvado pela liberdade conquistada!


Mizael de Souza Xavier

24, 25 e 26/05/2015

ALGUNS OBJETOS E SUAS RESPECTIVAS TORTURAS:









terça-feira, 2 de junho de 2015

O NEVOEIRO - Final – E a verdade te libertará




E assim aconteceu naquela cidade tão pequena
Não havia mais velas acesas, nem procissões ou novenas
A Bíblia era copiada e entregue a cada morador
Que reunia a família e estudava a Palavra do nosso Senhor.

Findou-se a subserviência à tirania que os maltratava
Que com ameaças de excomunhão cada vida aprisionava
Libertos pelo Santo Espírito, eram livres verdadeiramente
Para servirem de coração a Deus e a Cristo somente.

Não demorou o nevoeiro para longe se dissipar
Deixando que o céu se abrisse para o sol os iluminar
Quanto mais liam e obedeciam as Palavras do Livro Santo
Mais risos eram semeados e diminuído o pranto.

As pessoas perceberam que podiam viver a verdade
Sem temê-la e sem serem escravas da sua religiosidade
Não mais queimariam bruxas, nem julgariam o seu irmão
Mas pregariam as boas-novas que levam à salvação.

Famílias foram reconciliadas, pecados foram abandonados
A esperança tornou-se brilhante como um dia ensolarado
A lição ali ensinada jamais iria ser esquecida
Enquanto eles meditassem na Palavra de Deus tão querida.

Mas é necessário dizer que também houve perseguição
Aquela cidade tornara-se um centro de peregrinação
Pessoas de todas as partes empreendiam longa viagem
Para ouvir a Palavra de Deus revelada em sua própria linguagem.

As autoridades de Roma prenderam o padre em grilhões
Ele foi injustamente acusado de promover fornicações
Julgado pelo Santo Ofício foi condenado por heresia
O seu destino foi a forca, que naquele tempo ainda havia.

Alguns moradores da cidade foram obrigados a fugir
Temendo um destino tenebroso para quem ousava infringir
As regras da Santa Sé contra pensamentos dissidentes
Quem atentasse contra o Concílio queimava no fogo ardente.

Outros temendo serem mortos negaram a fé abraçada
Voltaram às suas origens e mantiveram a boca calada
O prefeito fugiu da cidade e o delegado perdeu sua patente
Um novo Cardeal foi eleito, mais astuto que uma serpente. 

Muitos preferiram morrer ao negar o Senhor Jesus
Diziam: “Eu já não me pertenço, a minha vida está na cruz!”
O seu testemunho de fé conquistava outros seguidores
A semente que fora plantada dava frutos de muitos sabores.

Os moradores que haviam fugido levaram Bíblias escondidas
Assim a Palavra se espalhou, transformando muito mais vidas
Pessoas e cidades inteiras que viviam na escuridão
Agora podiam ouvir as palavras da redenção.

Este é o fim da história de uma cidade que acordou
Deixou cair todas as máscaras e do medo se libertou
Reconheceu os seus erros, mas deles não se fez cativa
Mesmo sofrendo perseguições, a cidade estava viva.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O NEVOEIRO - Parte 8 – A verdade revelada




O baú foi levado para a igreja onde o povo se concentrou
Ávido por se libertar do mal que o assombrou
“Caros irmãos”, disse o prefeito, “Eis a nossa libertação
Finalmente estaremos livres desta perigosa maldição.”

O baú foi violentamente aberto e o livro, recuperado
Diante de aplausos e gritos, ele foi apresentado
Mas alguém na multidão gritou: “Este livro é de feitiçaria
Queimamos alguém por isso, por que nossa alma não queimaria?”

“Cale-se”, o prefeito ordenou, “Todos esperam a cura
A maldição que nos lançaram já cava a nossa sepultura
Não deve haver remorso pela bruxa que foi queimada
Que descanse no inferno aquela alma amaldiçoada.”

O padre foi convocado a ler diante da multidão
O feitiço que poderia livrá-los daquela perturbação
E ao abrir aquele livro que o Cardeal deixou ocultado
O padre caiu de joelhos diante do que lhe foi revelado.

As suas lágrimas escorreram e um forte grito deu
Ergueu as mãos para o céu e quase desfaleceu
Todos estavam atônitos sem saber o que se passava
Alguns queriam explicações, um ou outro rezava.

“O que dizes deste livro?”, o delegado quis saber
“Existe nele algum feitiço que possa nos absolver?”
Com dificuldade o padre se ergueu e tomou o livro nas mãos
“Isto aqui não é bruxaria, eu lhes garanto, meus irmãos.”

“Então nos revele o segredo, não estamos a entender nada!”
“Este livro que tenho em mãos é a santa Bíblia Sagrada!”
“Você deve estar louco”, muitos gritaram a revelia
“Este era o livro da bruxa usado para feitiçarias!”

“Se vocês não creem leiam e suas dúvidas irão tirar”
O delegado pegou o livro e começou a folhear
“Por Deus, eu não creio, é verdade. É este o Livro Sagrado”
Então o povo se deu conta de que havia sido enganado.

“Porque o Cardeal nos escondeu esse tesouro precioso
E nos fez acreditar que o seu conteúdo era maldoso?
Uma mulher morreu inocentemente clamando pelo Senhor Jesus
Grande é o nosso pecado, pesada é a nossa cruz!”

“Esperem”, disse o padre, “esta é uma Bíblia sem par
Não é escrita em Latim, mas na nossa língua popular.”
Todos se admiraram diante de tal revelação
A Bíblia escrita na sua língua de tão fácil compreensão.

Agora podiam entender o cuidado que o cardeal empregou
Em ocultar aquele tesouro que com a mulher encontrou
A Palavra de Deus proibida pela igreja em língua accessível
Agora para toda a cidade a sua leitura era possível.

Alguém, no entanto afirmou: “Continuamos com nossa desdita
Presos à maldição lançada por aquela bruxa maldita!”
“Será que não entendeste, tua mente está embotada?
Aquela mulher era inocente e morreu martirizada.”

O padre apaziguou os ânimos do povo já tão aflito
“Irmãos, ouçam o que vos digo, não entremos em conflito
Procurávamos um livro de bruxas que nos desse a solução
Mas eis que temos aquele que nos trará a salvação.”

“Vejo que não fomos amaldiçoados, mas abençoados por Deus
Que nos chama a viver em verdade os caminhos seus
De hoje e para sempre a sua Palavra vamos ler
Nossos pecados serão perdoados e abençoados iremos ser.”


CONTINUA...