sábado, 29 de junho de 2013

BANCO UNIVERSAL DO DINHEIRO DE DEUS: charlatanismo e estelionato em nome da fé


     

            O templo da Igreja Universal do Reino de Deus construído na Avenida Senador Salgado Filho, bairro de Lagoa Nova, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, é apenas uma das inúmeras construções faraônicas do pseudobispo Edir Macedo espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Construções milionárias em bairros nobres de cidades importantes que impressionam pelo luxo. De onde vem o dinheiro para tais investimentos? Como seus pseudobispos conseguem arrecadar milhões de dólares para investir nesses templos suntuosos? A fonte principal todos nós sabemos: os dízimos recolhidos em suas reuniões de negócios (eu me recuso a dizer “culto”), onde fiéis caem no engodo da prosperidade financeira prometida por Deus aos seus filhos, aliás, “aos seus filhos fiéis no pagamento do dízimo”. Nas palavras de R. R. Soares:

“Seja salários ou ganhos recebidos de outras formas, dez por cento não nos pertencem. São de Deus. Ele nos entrega essa parte para fazer uma prova conosco. Se a devolvemos, somos fiéis; se não, somos chamados de ladrões (Malaquias 3:9) e somos amaldiçoados (...) Quem não paga o dízimo é ladrão de Deus e está ameaçado de maldição (...) Quase sempre a pessoa que não contribui com seus dízimos e ofertas para a obra de Deus está dando ouvidos ao diabo. Se não está de alguma forma envolvida com ele, pelo menos está fazendo a sua vontade e colaborando com ele para impedir que a obra de Deus seja feita” (Ricardo Mariano, p. 172. Veja bibliografia nos livros indicados no final deste texto).

            As pessoas que são enganadas por promessas falsas de prosperidade com base na Bíblia merecem ser defraudadas. Elas caem nas mãos de pseudopastores estelionatários com bastante consciência. Os criminosos da Teologia da Prosperidade não enfiam a mão no bolso de ninguém, não batem carteiras, não encostam armas na cabeça dos fiéis e os obrigam a seguir até um caixa eletrônico para sacar dinheiro. Eles são negociadores: negociam as bênçãos de Deus. Compra quem quer. E não faltam pessoas interessadas em fazer do céu um cofre cheio de dinheiro e do nome de Jesus uma senha poderosa que abre este cofre para que chova bênçãos financeiras. Essas pessoas atendem ao chamado dos pseudopastores, são convencidas de que são coitadinhas que precisam de felicidade plena, saúde total e prosperidade financeira. São levadas a crer – e elas querem crer nisso – que possuem direitos diante de Deus e que Deus é obrigado a abençoá-las. Eis as palavras do pseudobispo Edir Macedo:

“Comece hoje, agora mesmo, a cobrar dele tudo aquilo que Ele tem prometido (...) O ditado popular de que ‘promessa é dívida’ se aplica também para Deus. Tudo aquilo que Ele promete na Sua Palavra é uma dívida que tem para com você (...) Dar dízimos é candidatar-se a receber bênçãos sem medidas, de acordo com o que diz a Bíblia (...) Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação (porque prometeu) de cumprir a Sua Palavra, repreendendo os espíritos devoradores (...)  Quem é que tem o direito de provar a Deus, de cobrar d’Ele aquilo que prometeu? O dizimista! (...) Conhecemos muitos homens famosos que provaram a Deus no respeito ao dízimo e se transformaram em grandes milionários, como o Sr. Colgate, o Sr. Ford e o Sr. Caterpilar” (Ricardo Mariano, p. 162, idem).



            Os vilões hereges da prosperidade firmam suas teorias afirmando que a obra de Cristo na cruz deu aos homens saúde total, felicidade plena e prosperidade financeira, garantindo àquele que tiver fé e fizer uso do Nome de Jesus o acesso àquilo que Deus nos deu por direito pó intermédio de Seu Filho: riquezas. Essas riquezas não devem ser pedidas, pois se elas já pertencem ao fiel, ele não precisa mais pedi-las, apenas determinar que as receberá. É o que os teóricos da Teologia da Prosperidade denominam de “Confissão Positiva”. Nas reuniões de negócios da prosperidade, as palavras de ordem são: Eu declaro! Eu exijo! Eu determino! Eu não aceito o sofrimento! Eu profetizo bênçãos! Eu amarro o espírito da miséria! R. R. Soares afirma:

Resumindo tudo o que aprendi, descobri: não precisamos mais pedir. Somente determinar, exigir – tomar posse da bênção (...) A Palavra de Deus fará apenas aquilo que você determinar, o que você crer que lhe pertence e que, em Nome de Jesus, reivindicar. Se, nesse momento, você assumir a sua posição e exigir, em Nome de Jesus, os seus direitos, a Palavra de Deus realizará aquilo para o qual foi enviada (...) Determinar é marcar tempo, fixar, definir, prescrever, ordenar, estabelecer, decretar e decidir. É tomar posse da bênção (Como tomar posse da bênção, p. 20, 29 e 47).

            É claro que não é tão fácil quanto parece. O fiel precisa fazer a sua parte além de ter fé e de exigir de Deus seus direitos. Se fosse só isso não seria necessário frequentar as reuniões de negócios das pseudoigrejas da prosperidade. Somas em dinheiro são cobradas como um “passo de fé”, onde o infeliz fiel é convencido a dar tudo o que possui em troca da bênção que deseja alcançar. Muitos vendem casas, terrenos, carros ou doam todo o dinheiro que possuíam na poupança e em outros investimentos. Alguns deixam de pagar o aluguel, a conta de água, a conta de luz, a pensão dos filhos para depositar no altar da ganância o seu “passo de fé”. Mas e se Deus não responder? O pseudobispo Edir Macedo tem a resposta: “Nós ensinamos as pessoas a cobrar de Deus aquilo que está escrito. Se Ele não responder, a pessoa tem que exigir, bater o pé, dizer ‘tou aqui, tou precisando” (Ricardo Mariano, idem). Na igreja Sara Nossa Terra, para que os empresários estejam em conformidade com as leis da prosperidade divina, recebem incentivos para pagar dízimos dos lucros de suas empresas. Como lemos nas palavras do pseudobispo Rodovalho:

“Um amigo me contou que durante um período Deus o desafiou a dar o dízimo de sua empresa todo mês, e foi durante aquele período que sua empresa teve o maior crescimento. Após um tempo, ele parou de dar i iniciou um tempo de dificuldades na firma. Um dia em oração buscando o porquê das dificuldades, Deus falou ao seu coração: ‘Meus obreiros necessitam de sustento para viverem, não quero que meu dinheiro esteja em investimentos e aplicações, mas nas vidas das pessoas que têm um chamado para minha obra’. Deus mostrou a ele que ele não podia tentar administrar seus dízimos, mas que os trouxesse ao altar d’Ele e ali os depositasse”. (Ricardo Mariano, p. 163, idem).

            Qual a promessa que os estelionatários lhes fazem? Que eles receberão dez ou até cem vezes mais daquilo que ofertaram. É uma negociação bilateral: os pseudopastores, pseudobispos e pseudoapóstolos apresentam a mercadoria, ditam o preço e as regras e os clientes executam a compra. Deus está à venda! É uma fé medida em cifrões, em quantidade de zeros: quanto maior for a quantia em dinheiro ofertada, maior será a fé do fiel. Quanto menor a quantia, menor será a sua fé. E quem não tem nada a ofertar no momento dos apelos por dinheiro, sente-se humilhado, usado pelo diabo e em revolta contra Deus.
            Antigamente, os gurus da prosperidade eram acusados de venderem “terrenos no céu”. Hoje não se pode mais acusá-los desta vil prática, porque o céu é a última coisa que os adeptos da Teologia da Prosperidade almeja. O céu está longe, tanto geográfica quanto temporalmente. É uma promessa para um dia que somente Deus sabe. As bênçãos prometidas aos crentes na morada celeste só serão possíveis após a volta de Jesus e o Grande Julgamento dos ímpios. Aí já será tarde para gozar a boa vida pretendida, ganhar as somas em dinheiro esperadas, possuir carros importados, iates, jatos particulares, empresas bilionárias no Brasil e no exterior. Os corretores dos terrenos celestiais agora investem nos sonhos terrenos de prosperidade e sucesso, algo mais lucrativo. Ninguém quer esperar pelas ruas de ouro do paraíso: querem o ouro já! Ninguém quer aguardar pela morada que o Senhor Jesus foi preparar para seus filhos, querem a morda agora, de preferência num bairro nobre e mobiliada com o que há de mais moderno e mais caro. Sem esquecer do carrão importado na garagem! Veja a declaração do pastor César Moraes Barreto, pastor da Igreja Bíblica da Paz:

“Somos filhos de Deus e fomos criados para o êxito e para a vitória (...) Temos que tomar a firme decisão de viver cada dia em vitória, não permitindo que circunstâncias, problemas e demônios controlem nosso destino (...) Porque estamos em Cristo Jesus, fomos destinados para a vitória aqui nesta vida, não nos céus, ou no milênio ou no arrebatamento (...) Por que muitos cristãos não vivem em vitória? Porque desconhecem aquilo que nos pertence em Jesus Cristo (...) Deus te vê próspero, com saúde, vitorioso. Essa é a imagem que Deus quer que você tenha” (Ricardo Mariano, p. 147, idem).

            Não podemos descartar, é claro, a provável existência de pessoas que estão nessas agências de prosperidade com o coração sincero, que podem de fato ser convertidas a Jesus e que permanecem nessa fé porque foram ensinadas que aquele modo de pensar Deus, de interpretar a Bíblia era o correto. Aquele foi o seu primeiro contato com a Bíblia e o que os seus guias financeiros lhes ensinam é a coisa certa a crer. Jamais ouviram falar em outro assunto na Palavra de Deus que não seja prosperidade, então acham não existir algo mais, que devem mesmo se achar repleta de direitos e encostar Deus contra a parede para exigir que esses direitos conquistados por Cristo na cruz sejam respeitados. Se lessem a Bíblia, se pedissem a direção do Espírito Santo, Ele lhes abriria os olhos para a verdade e, como crentes sinceros que são, ou tentariam mudar as coisas – o que significaria serem expulsas, condenadas como filhas do diabo – ou sairiam desses antros de charlatanismo e estelionato o mais depressa possível.
            Mas e os pseudopastores, os pseudomissionários, os pseudobispos e os pseudoapóstolos? Eles são legítimos? Seu ministério é genuíno? Alguns deles podem ser verdadeiramente homens de Deus? Uma vez que são instruídos e treinados para agirem em nome de seus superiores, defraudando, utilizando as pregações e os artifícios mais sórdidos para arrancar dinheiro dos seus seguidores, presume-se que agem de maneira bastante consciente do que estão fazendo. Eles sabem o que está em jogo, entendem as motivações gananciosas de seus líderes máximos, dos fundadores da agência de prosperidade a qual estão filiados. Se uma pseudocongregação não der o “lucro” esperado, sabem que não receberão seu pagamento e que terão de migrar para outra rua, outro bairro, outra cidade. Onde estiver o dinheiro, lá estarão eles. Não aceitar essa situação e as condições impostas por seus guias financeiros, significa não ser um pseudo-obreiro ou qualquer outra função estratégica.
            Embora muitos fiéis apareçam nos programas de TV da Igreja Universal e de outras agências de prosperidade, testemunhando das bênçãos e dos milagres que alcançaram após atenderem ao convite dos pseudolíderes, a realidade não é tão maravilhosa assim. Alguns gurus da prosperidade a cada dia constroem mais templos suntuosos, outros possuem fazendas, ilhas, mansões e diversos outros bens comprados ou construídos com o dinheiro dos fiéis. Mas esses fiéis não alcançam a bênção prometida, não enriquecem, muito pelo contrário; contrariam ainda mais dívidas para sanar as dívidas que deixaram de pagar para dar o dinheiro à pseudoigreja. Esses fiéis findam na miséria, mas continuam investindo, continuam acreditando cegamente nas promessas infundadas de prosperidade financeira. A Bíblia para eles não existe, eles não a leem. E se leem, absorvem apenas aquilo que seus pseudolíderes financeiros lhes contaram. São cegos guiados por cegos. Ambos um dia acabarão num profundo abismo com fogo a arder por toda a eternidade: enganadores e enganados.




O herege e a sua heresia, querendo transformar o cristianismo numa espécie de judaísmo.
Um mensageiro de Satanás que arrasta uma multidão de fiéis que desejam prosperidade
financeira, sucesso, poder, felicidade plena e unção. Um esquema bilionário que
parece não causar incômodo algum àqueles que ajudam com seus dízimos e ofertas
a sustentar esta mentira. Bispo Macedo, o dia do Juízo está chegando. Arrepende-te
enquanto ainda dá tempo.


            Para engodar seus fiéis e convencê-los a entregar tudo o que possuem à sua pseudoigreja, esses hereges estelionatários, sob o olhar indiferente das autoridades, lançam mão de toda sorte de campanhas e superstições. Como se pode ver na chamada televisiva da foto a seguir, tirada no dia 20/0602012, os agentes fraudulentos insistem: “Traga uma garrafa com água para receber a junção dos cinco elementos da gota milagrosa”. Não sei ao certo se o que se queria dizer é “unção dos cinco elementos”, mas o que podemos afirmar é: esse tipo de prática é supersticiosa e não encontra fundamento algum na Bíblia. Deus não precisa ungir água, rosa, pente, lenço, fogueira santa ou qualquer outro objeto para abençoar os seus filhos. O que abençoa é a sua presença, é o Espírito Santo e o seu Filho, Jesus Cristo. Essa prática é demoníaca e só pode ser engendrada pelos filhos de Belzebu e direcionada à sua prole. Esses pseudopastores, pseudobispos e pseudoapóstolos são filhos legítimos do Diabo, o pai da mentira que eles contam em todas as suas reuniões financeiras.



            Isto é a decadência da igreja evangélica? Não, de forma alguma! Essas agências de prosperidade financeira jamais foram igreja, muito menos evangélicas. Elas são, na verdade, grupos criminosos que – repito, diante do olhar indiferente das autoridades – cometem crime de estelionato e engordam suas contas bancárias à custa da ignorância e da ganância de pessoas pobres e desesperadas, e outras nem tão pobres e desesperadas assim, mas igualmente gananciosas. A Igreja Universal do Reino de Deus, assim como todas aquelas que praticam as mesmas ações que ela, são seitas que usam em vão o nome de Deus, que distorcem a Bíblia, que transformam a fé cristã num comércio e um comércio sujo. Não são cristãos, são satanistas disfarçados.
            Vá a um culto em algumas dessas igrejas e você verá que a temática é invariável: dinheiro e prosperidade. Certo dia, a convite de uma amiga, participei de um culto em uma Assembleia de Deus liderada pelo polêmico pastor Silas Malafaia, em Natal. O assunto presente nos hinos cantados por uma cantora convidada e na pregação proferida por essa mesma cantora, era um só: prosperidade. Após a pregação – que figuradamente rasgou a Bíblia em mil pedaços – o líder daquela igreja anunciou a chegada de várias máquinas de passar cartão para que os fiéis também pudessem pagar seus dízimos e ofertas com cartões de crédito e débito. Antes disso, ele se gabou de o seu templo, construído num espaço onde antes era um grande Bingo, ser o mais bonito e confortável da região. Saí antes do término do culto com a sensação de ter participado de um culto de louvor e adoração ao ego, ao diabo, ao dinheiro, a qualquer coisa, menos a Deus. Saí porque não suportei ver a Palavra de Deus sendo tratada tão levianamente por indivíduos que só possuem um único objetivo em mente: ganhar dinheiro, e quanto mais, melhor.



            Há algum tempo, assistindo a um programa do pastor Silas Malafaia, algo que até então eu fazia de vez em quando, fiquei pasmo quando vi um pseudopregador de outro país – se não me engano o seu sobrenome era Cerulo, posso estar enganado, mas o fato é verídico – distorcendo o livro do Apocalipse para afirmar que Deus estava para derramar uma “unção financeira” sobre a sua igreja. Se já não bastasse esse duplo absurdo (distorção do texto bíblico e pretensa nova revelação divina), o referido pseudopregador, garantindo que não havia combinado nada antes com o seu anfitrião, disse aos telespectadores que Deus só iria derramar a tal “unção financeira” se cada fiel depositasse a quantia de R$ 900,00 na conta do pastor Malafaia. A partir desse dia, nunca mais assisti a qualquer programa desse pastor, por entender que ele estava vendido à Teologia da Prosperidade. Ele perdeu totalmente o meu respeito. Infelizmente, porém, o movimento evangélico como um todo tem perdido o respeito das pessoas por conta de casos como este.
            Outra mentira descarada contada pelos gurus da prosperidade é que “crente não adoece”. Para eles, doença é maldição e não faz parte da vontade de Deus para o seu povo, como afirma um dos maiores divulgadores dessa teologia, Keneth E. Hagin. A obra de Hagin, totalmente voltada para a Confissão Positiva, é a que mais inspira o pseudomissionário R. R. Soares em suas obras literárias e pregações. Inclusive, em todos os seus templos existem exemplares da obra de Hagin à venda. Hagin, distorcendo Gálatas 3:13; Hebreus: 8:6 e Lucas 13:12 afirma:

Não é vontade de Deus que fiquemos doentes. Nos dias do Antigo Testamento, não era da vontade d’Ele que os filhos de Israel ficassem doentes, e eles eram servos de Deus. Hoje, somos filhos de Deus. Se o desejo do Senhor era que seus servos não ficassem doentes, não seria de Sua vontade que Seus filhos ficassem doentes! As doenças e as enfermidades não provêm do amor. Deus é amor (Redimidos, p. 26. Ver lista de sugestões bibliográficas no final deste texto).

            A foto a seguir ilustra outra face dessa famigerada Teologia da Prosperidade, que tem enganado a muitos. Descaradamente, o indivíduo, que deve se autointitular um homem de Deus, anuncia um culto especial: “A quebra da amarração financeira”, convidando aquelas pessoas que se encontram endividadas e que não querem sucumbir à crise econômica vigente no nosso País, para quebrar essa amarração financeira. Esse tipo de “culto” é bastante comum nas programações da Igreja Universal do Reino de Deus. Os fiéis são convocados a amarrar ou desamarrar. As promessas envolvem quebra de maldições, inclusive hereditárias, responsáveis pelas mais diversas mazelas do ser humano em todas as áreas da sua vida: sentimental, familiar, profissional, sexual, conjugal. Problemas de mentira, orgulho, traição, promiscuidade, depressão, desânimo, inveja, entre outros, são curados em sessões de descarrego ou com a presença e uso de algum amuleto (rosa, lenço, cruz, vestimenta, fogueira, copo com água, etc.) ou alguma ação do fiel: passar pela fogueira santa, por exemplo.



            Mentira. Engodo. Fraude. Heresia. Charlatanismo. Falta de vergonha na cara! Espero que alguém desminta o que vou dizer agora e me mostre o contrário, pois aí vislumbrarei uma luz de esperança no fim do túnel tenebroso da Teologia da Prosperidade. Jamais assisti, seja pessoalmente, pelo rádio, pela TV ou na Internet, qualquer pregação chamando os pecadores ao arrependimento. O marido é um adúltero e esse adultério não é quebrado pelo reconhecimento do seu pecado, pelo arrependimento e pela confissão, mas pela amarração do espírito de adultério. O mesmo ocorre com todos os outros casos. É sempre um espírito que precisa ser amarrado para que o problema se revolva, sempre uma maldição que precisa ser quebrada, sempre um amuleto que precisa ser usado como forma de o fiel se livrar de seus males interiores.
            Não existe pregação falando sobre pureza de coração, sobre conversão sincera a Jesus Cristo, sobre vida santa e justa diante de Deus, sobre arrependimento de pecados, sobre pedir e ofertar perdão, sobre ser nova criatura, sobre adorar a Deus em Espírito e em verdade, sobre servir e obedecer a Deus, sobre ser um crente fiel e de bom testemunho diante das pessoas, sobre ser sal da terra e luz do mundo, sobre amar os inimigos e dar a vida pelo irmão, sobre honestidade nos negócios, sobre humildade, sobre servir, sobre responsabilidade social cristã. Não há busca pela transformação do caráter que não seja por meio da fidelidade nos dízimos e nas ofertas. Não há busca, inclusive, pela vontade de Deus na vida do crente, como podemos perceber nas palavras de R. R. Soares:

A fé do espírito surge quando ouvimos a Palavra do Senhor. Não se trata do desejo que temos de obter certa bênção. Ela é a convicção que se apossa do nosso espírito de que aquela benção tão necessária já nos foi suprida por Jesus (...) Se alguém, no momento de inspiração, determinar algo e, depois, mudar a sua confissão, não receberá coisa alguma (...) Jesus foi bem claro quando afirmou que devemos crer que será feito segundo as palavras que proferimos. O terceiro passo diz que não podemos duvidar no coração. Se disser que será curado “se for da vontade de Deus”, já estará demonstrando não ter fé no Senhor (Como tomar posse da bênção, p.60, 70 e 75).

            Por que pregações sobre a vontade de Deus para a vida do crente não existem? Por que elas não ocupam a programação dos ajuntamentos ou programas televisivos das seitas da prosperidade? Por que as pessoas não são chamadas a uma vida reta em comunhão com Deus, orando, lendo a Bíblia e praticando o amor? A resposta é simples e pode ser dividida em duas partes. Primeira: se o que as agências da prosperidade querem é encher seus templos com fiéis dispostos a dar todo o dinheiro que possuem para engordar as contas bancárias de seus líderes, as pregações devem agradar aos seus ouvidos, deve fazer com que elas se sintam vítimas das agruras da vida, mesmo que do pecado, jamais as responsáveis.
            Como atrair pessoas com pregações clamando: “Arrependam-se, pecadores, para serem curados!”? Como convencer alguém a tirar todo o dinheiro de sua poupança dizendo que ele é um pecador miserável e que precisa se converter? As pessoas não querem se converter, não querem ser responsabilizadas pelos seus pecados: ELAS QUEREM É DINHEIRO! Um dia essas pessoas voltarão ao seu próprio vômito ou a se revolver na lama, a não ser que se arrependam dos seus pecados e se convertam a Jesus Cristo.
            Dentro do vil esquema desses hereges gananciosos da prosperidade, a oração é algo inútil, pois não demonstra fé, mas a falta dela. Orar para quê? Suplicar a vontade de Deus para a nossa vida para quê? Humilhar-se diante da poderosa mão de Deus para quê? Semear com lágrimas para colher com júbilo para quê? O fiel da Teologia da Prosperidade não precisa ficar perdendo seu tempo na presença de Deus, orando. Ele só precisa determinar. Leia as palavras do pseudomissionário R. R. Soares:

O cristão não precisa ficar orando, suplicando ao senhor que o cure ou lhe dê sucesso, prosperidade ou vitória sobre as tentações (...) Tudo o que ele tem a fazer é exigir que o mal saia da sua vida, determinando, assim, a bênção (...) Pare de viver chorando, suplicando a Ele que tenha pena e misericórdia de você. Assuma a sua bênção. Aceite-a em sua vida. Diga agora ao diabo que ele desapareça da sua vida com tudo o que é dele (...) Agora, já é do seu conhecimento que é você quem determina, fixa os limites e diz o que terá ou não. Por isso, pare de orar chorando, de se lamentar, suplicando que Deus, com Sua bondade, lembre-Se de você. Esse tipo de oração pode parecer espiritual. É possível que alguém ache lindo orar assim, mas isso não tem valor algum (Como tomar posse da bênção, p. 19ss).

            Os pseudopastores, pseudobispos e pseudoapóstolos, os missionários do demônio, falam aquilo que as pessoas esperam ouvir. Eles as convencem de que elas são coitadinhas, vítimas indefesas das circunstâncias, das ações de Satanás, da situação caótica da política econômica brasileira. Eles inflamam seus corações com promessas de que Deus tem uma resposta, de que Deus é o dono do ouro e da prata e elas, como filhas de Deus, têm direitos sobre todo esse ouro e toda essa prata. Sofrer não é para os filhos de Deus, isso não faz parte da vida de quem tem um Rei como pai. Se o fiel está sofrendo, ou ele está em pecado ou “é do diabo”. Ele precisa renovar a sua aliança com Deus, precisa provar sua fé, precisa mostrar sua fidelidade para merecer os tesouros celestiais. Como provar isso? Arrependendo-se? Convertendo-se? Abrindo mão do seu pecado? Nenhuma das anteriores. O que ele precisa é ser fiel nos dízimos e nas ofertas. Se ele assim proceder, Deus estará ao seu favor e o abençoará. Se não o fizer, Deus enviará o gafanhoto devorador para devorar as suas bênçãos.
            Além disso, esses falsos mestres, falsos profetas e anticristos condicionam o sucesso das suas vítimas à participação em suas reuniões. Se deixarem a sua seita da prosperidade, logo a maldição as alcançará, a prosperidade desaparecerá, a infelicidade virá e a derrota as derrubará. É somente em seus templos que Deus fala, abençoa, unge. É somente lá que o fiel pode ter acesso às bênçãos que almeja. E agora uma nova campanha lançada pela Universal incentiva os fiéis a convidarem seus amigos, familiares, parentes, vizinhos, patrões ou qualquer outra pessoa com quem mantenham contato a participar das sessões de prosperidade. Lá, por meio de pregações acaloradas, de conteúdo triunfalista, com apresentações teatrais de exorcismos e pseudotestemunhos de riquezas materiais alcançadas, essas novas vítimas cairão no engodo, aceitarão abrir sua carteira, assinar o cheque, passar o cartão, vender suas propriedades, doar todo o seu salário, investir o dinheiro que era para pagar as contas. Se não fizerem isso, estarão passando um atestado de falta de fé e desconfiança do poder de Deus. Uma verdadeira lavagem cerebral.



            Segunda resposta: arrependimento e conversão são coisas que não custam nada, isto é, não estão ligadas ao dízimo, e por isso não arrecadam dinheiro. Arrependimento e conversão são obras do Espírito Santo e isto é entre o pecador e Deus. É de graça! Se o pseudopastor da prosperidade dissesse aos fiéis: “Arrependam-se, adúlteros! Peçam perdão às suas esposas e se santifiquem”, o que poderia acontecer seria um avivamento espiritual, onde, movido pelo Espírito Santo, cada adúltero se arrependeria dos seus pecados, pediria perdão a Deus, se reconciliaria com sua esposa e... Só! O que a agência da prosperidade sairia lucrando? Se o perdão de Deus é gratuito, de onde o pecador vai tirar 10% para creditar na conta do camarada? Os pseudopastores precisam ter participação no processo de transformação da vida dos fiéis. Esses fiéis precisam crer que o concerto que eles tanto precisam tem a mediação dos seus guias financeiros (eu me recuso a dizer “guias espirituais”). Eles precisam acreditar que foi a oração, a fogueira, a água, o tapete, a rosa, o lenço, o pente, o manto ou qualquer tipo de amuleto apresentado pelo pseudopastor que resolveu o seu problema. Nada disso é de graça.
            Essas agências da prosperidade (eu me recuso a chamá-las de igreja) são verdadeiros antros de perdição. São prostitutas que se deitam na cama da ganância, da soberba e traem o Deus cujo nome proferem em todas as suas reuniões de negócios. Invocam o nome do diabo por definições que legitimam as religiões que praticam o satanismo ou ligadas ao candomblé e à macumba: Tranca-Rua, Pomba-Gira, Exu Capa-Preta. Eles ordenam: Se manifesta! Se manifesta! Eles invocam os demônios e dialogam com eles! Eles expulsam seu próprio pai! Mas aqueles que eram vítimas de possessão e são exorcizados, não são convidados a aceitar a Jesus como Senhor e Salvador, não recebem o selo do Espírito Santo. A sua situação tende a piorar. Isto sem contar os atores e as atrizes contratados para fingirem que estão possessos ou acometidos de doenças ou deformidades. Esses exorcismos e curas fraudulentos objetivam legitimar o guia financeiro e sua reunião de aberrações.
            Além da aberta atuação de Satanás e do poder devastador do pecado na vida desses hereges gananciosos, talvez a ignóbil existência desse estado de coisas satânicas se deva, em parte, à acomodação generalizada da verdadeira igreja de Cristo espalhada pelo Brasil e pelo mundo: trancada dentro de si mesma, com seus eventos, shows, programações, orações infindas, reuniões para casais, crianças, adolescentes, jovens, idosos, empresários: tudo voltado para os crentes, com felizes exceções. Mensagens declarando o amor de Deus somente nas redes sociais, e a grande maioria mensagens de autoajuda cristã, falando de fé, alegria, paz, bênçãos, vitória, do cuidado de Deus com seus filhos, etc. As pregações parecem mais com sessões terapêuticas, onde o ego dos fiéis é acariciado e as palavras mais usadas são vitória, poder e unção.
            O número de pessoas que embarcam no engodo da Teologia da Prosperidade é imensamente superior ao das pessoas que se convertem a Jesus em igrejas tradicionais que culturalmente abominam essa teologia infame. Basta ligar a TV e depois frequentar uma igreja séria. A primeira explicação para isso é que o que as pessoas realmente querem é solução imediata para seus problemas pessoais, acima de tudo financeiros, e as seitas da prosperidade oferecem isso abertamente, durante o dia inteiro na TV, na Internet e em seus suntuosos templos. É a fé do aqui e agora. Os que assim procedem, não estão interessados em servir a Deus, em santificar-se, em amar ao próximo, em obedecer aos mandamentos da Bíblia. Eles querem dinheiro. Se o Silvio Santos não dá, eles entram na agencia da prosperidade mais próxima. Sem o uso de demagogia, esta é verdadeiramente a realidade. Distorcendo completamente o sentido teológico do Salmo 91:11,12, R. R. Soares convoca seus fiéis com as seguintes palavras:

Agora é a sua vez. Este é o momento de você agir. Isso funcionará agora, neste momento.  Aja pela fé em Nome de Jesus e exija o fim do seu sofrimento. Só depende de você (...) Tudo o que é necessário para que a obra seja feita está em suas mãos. Aja neste momento, exigindo em Nome de Jesus que o diabo, a doença, a dor, a miséria e qualquer outro mal saiam e não voltem mais (...) Entre na batalha sem medo ou receio. Entre para vencer. O poder de Deus honrará a sua determinação. Os anjos do Senhor já receberam ordens para agir em seu favor (Como tomar posse da bênção, p. 92).

            Por causa de pregações triunfalistas como essa, a Teologia da Prosperidade causa ainda outros problemas e incômodos na sociedade. Ela cria um exército de fiéis, nas palavras de Paulo Romeiro, “decepcionados com a graça”. Seus gurus financeiros lhes prometeram saúde total, e eles adoecem; eles prometeram felicidade plena, mas os problemas da vida continuam a existir; prometeram prosperidade financeira, mas os milhões de reais pretendidos não aparecem e as contas continuam aumentando. Por mais dízimos e ofertas que esses fiéis depositem aos pés de seus guias de negócios, seus problemas pessoais e interpessoais insistem em continuar existindo. As crises conjugais, os filhos nas drogas, o desajuste familiar, as intrigas, a inveja, as mentiras, as traições, o alcoolismo... Nada disso desaparece, mas parece piorar.
            Ao confrontar os charlatões e estelionatários com a sua dura realidade que não muda nunca, as respostas são sempre as mesmas: você está em pecado porque não deu o dízimo, a sua fé não é suficiente ou você está com o diabo no couro. A esperança prometida não chega e esses fiéis, enganados e decepcionados, decepcionam-se também com Deus e com a igreja. Mas eles não entendem: não estavam em uma igreja, mas em uma seita; e não era Deus quem ditava as regras, mas o diabo. Logo, foram o diabo e seus agentes quem os decepcionaram.
            O que o Evangelho tem realmente para oferecer é a salvação da alma e uma recompensa eterna nos céus após a volta de Jesus, que pode ser daqui a um segundo ou daqui a mil anos. Além disso, a vida em abundância que Deus promete também envolve sacrifícios pessoais, desistência de fazer o que é errado e busca pelo que é certo, luta constante contra os prazeres da carne, necessidade de servir a Deus através do serviço ao próximo, que pode ser um assassino preso num presídio de segurança máxima ou um mendigo maltrapilho, sem perfume cheiroso. O Evangelho genuíno nos chama a abrir mão do nosso eu, da preocupação com os bens materiais para pensar nas coisas que são do alto. Ele nos coloca na dependência total de Deus. Quem quer isso? Quem quer pagar o preço? Somente os chamados, escolhidos e separados.



            A segunda explicação está na apatia da igreja frente aos pecadores desesperados do mundo. As pessoas acham que precisam de solução para os seus problemas financeiros porque não conhecem o verdadeiro problema de suas vidas: a necessidade de salvação. Elas lutam pelo ouro que prece porque desconhecem o tesouro que não perece: a vida eterna. Elas acham que o desemprego e a crise financeira mundial são o fim de tudo porque não conhecem a realidade do inferno, para onde caminham a passos largos. A igreja, os crentes verdadeiramente convertidos a Jesus, tem a missão de mostrar-lhes a verdade, de pregar o Evangelho, de falar-lhes de salvação, de apresentar-lhes um novo e vivo caminho: Jesus Cristo, o salvador de todo aquele que crê. Oportunidades não faltam, a Palavra também não. O que nos falta? Amor? Fé? Arrependimento? Santificação? Obediência? Conversão genuína? Enquanto a igreja se cala, os gurus da prosperidade financeira investem pesadamente (quantias milionárias) nas almas perdidas do mundo.
            Este texto é um chamado do pecador ao arrependimento. A você que é seguidor da Teologia da Prosperidade e que constantemente encosta Deus contra a parede para exigir os seus direitos aos tesouros dos cofres celestiais, o que tenho a lhe dizer é: arrependa-se e trabalhe pelo ouro que não perece, que é a vida eterna nos céus. A você que é pseudopastor, pseudobispo ou pseudoapóstolo dessas agências da prosperidade, eu digo: arrependa-se, pois Jesus está voltando. O que você está semeando, um dia colherá, e o gosto dos seus frutos será de enxofre que arde no lago de Satanás no inferno. A você (e a mim!) que é crente em Cristo Jesus, eu digo: arrependa-se de sua fé estagnada, volte ao primeiro amor e vamos juntos pregar a Palavra de Deus, que liberta e salva o pecador.




            Vamos voltar nossos olhos e nosso coração para a Palavra de Deus, lendo, estudando, compartilhando, pregando. Vamos nos prostrar diante de Deus em oração, clamando por misericórdia, clamando pelas almas perdidas do mundo. Vamos investir na vocação, na capacitação, no envio e na manutenção de missionários para a grande seara. Vamos deixar de lado nossas picuinhas, nossas diferenças teológicas, nosso separatismo e nos concentrar naquilo que realmente interessa: o amor.
            A quem interessa o pré-milenarismo, o pós-milenarismo ou o amilenarismo. Em que isso ajuda a salvar almas? Por que viver buscando a poderosa unção sobrenatural do dom de línguas e não pensar no dom de servir, no dom de ensino, no dom de misericórdia? Chega de inflamar nosso ego cristão! Vamos inflamar o mundo com o poder do Evangelho de Cristo! Se você é crente, ouça o chamado do Espírito Santo. Levante-se de seu comodismo e vamos ao mundo!
            Oxalá fizéssemos uso das riquezas espirituais guardadas em Cristo para nós! Avante, igreja do Senhor! Evangelizai!

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pele véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo em água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hebreus 10:19-23).





OBSERVAÇÕES:

1) Aqueles que não concordam com os termos que utilizei aqui, com as minhas afirmações e acusações, que prefiro considerar “esclarecimentos” ou “prestação de serviço cristão”, sugiro ligar a TV nos programas da Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e afins, ou participar de alguns dos seus pseudocultos e das suas fogueiras santas (aconselho levar o cartão de crédito para não perder a unção ou a bênção).

2) Como o leitor pôde observar, este é um texto crítico e não há refutações com o uso da Palavra de Deus nele, pois este não era o seu objetivo. Mas você encontrará no meu blog vários textos refutando tudo o que acabei de expor aqui. Aconselho a sua leitura, inclusive daqueles que falam sobre dízimos e ofertas.

3) O termo pseudo significa “mentiroso”, “falso” e foi usado abundantemente aqui para traduzir aquilo que esses missionários, pastores, bispos e apóstolos, com suas crenças, igrejas e cultos na verdade são: mentirosos e falsos. Eles não representam a verdadeira igreja do Senhor e seus líderes genuínos. A sua fé não representa a fé bíblica e evangélica. Eles se autodenominam, se autointitulam aquilo que na verdade não são. São apenas “pseudo”. O leitor descrente ou adepto a outra crença que não seja o cristianismo protestante, deve utilizar de inteligência e sabedoria para separar o que é verdadeiro do que é falso. Os crentes protestantes, mais ainda!

4)  Enquanto o prezado leitor espera o lançamento do meu livro: “As duas filhas da sanguessuga: uma resposta bíblica à Teologia da Prosperidade”, sugiro como leitura bastante informativa, esclarecedora e construtiva, os seguintes livros:


Bíblia Sagrada. Deus, Espírito Santo, Jesus Cristo.

Igreja Universal do Reino de Deus. Ari Pedro, Andre Corten, Jean-Pierre Dozon, Paulinas, SP, 2003.

Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. Ricardo Mariano, Edições Loyola, SP, 2005.

O evangelho da prosperidade: análise e resposta. Alan B. Pieratt, Edições Vida Nova, São Paulo, 1993.

O Bispo: a história revelada de Edir Macedo. Ed. Larousse, São Paulo, 2007.

Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. Paulo Romeiro, Mundo Cristão, São Paulo, 2007.

Como tomar posse da bênção.R. R. Soares, Graça Editorial, Rio de Janeiro, 2009.

Decepcionados com a graça: esperanças e frustrações no Brasil neopentecostal. Paulo Romeiro, Mundo Cristão, São Paulo, 2005.

Ou dá o dízimo ou desce ao inferno: Análise Estratégica da Persuasão na Teologia da Prosperidade da Igreja Universal. Alex Peña-Alfaro, Livro Rápido, Pernambuco, 2006.

O que estão fazendo com a igreja: Ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. Augustus Nicodemus, Mundo Cristão, São Paulo, 2008.

Redimidos da miséria, da enfermidade e da morte. Keneth E. Hagin. Graça Editorial, Rio de Janeiro, 2004.




Um comentário:

  1. gostei muito do blog. Acredito que representa o pensamento de diversos cristãos que temem falar/combater esse tipo de prática por puro medo da polêmica. Continue escrevendo artigos tão esclarecedores e edificadores. Graça e Paz

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