quarta-feira, 29 de maio de 2013

Purgatório: verdade bíblica ou falsa doutrina? - PARTE 4



Refutação à doutrina do purgatório


            Não é difícil tarefa refutar uma doutrina totalmente antibíblica, basta apenas recorrermos ao que dizem as Sagradas Escrituras sobre alguns temas chaves: a obra expiatória de Cristo e o perdão de Deus. Ambos concorrem para a nossa salvação, regeneração, santificação e purificação, bem como a nossa entrada segura no Reino de Deus, nos céus. Além disso, existem questões dentro da própria doutrina romanista difíceis de serem respondidas por seus próprios criadores, questões que vêm sendo evitadas porque elas mesmas servem, se respondidas, como refutação a tudo que vem sendo ensinado no decorrer dos séculos. Eis algumas:

1.    O purgatório é um lugar determinado (um espaço físico para onde as almas penadas vão) ou é apenas um estado de espírito em que se encontram os mortos?

2.    As penas do purgatório se devem ao fogo purificador ou à consciência do cristão morto de haver, em vida, ofendido a Deus e rejeitado a sua Palavra?

3.    Sendo o purgatório um lugar de purificação, o que purifica a alma é o fogo ou as orações, esmolas e missas oferecidas pelos vivos?

4.    Se o que purifica é o fogo, como se dará esta purificação visto o fogo ser físico e, tanto a alma como o seu pecado, espirituais? Se é um fogo no sentido figurado (espiritual?), como explicá-lo?

5.    Se as dores do purgatório excedem a essa vida a alma poderá ser melhor aperfeiçoada após a morte do que seria em vida?

6.    Enquanto vivos temos o Espírito Santo e a Palavra de Deus que nos aperfeiçoam, segundo consta na Bíblia. No purgatório temos as esmolas e orações dos santos ao nosso favor. Isto quer dizer que a purificação em vida através da Palavra de Deus e do seu Santo Espírito é insuficiente e que nossas obras podem substituí-las em favor das almas que penam e da nossa própria?

Embora responder a estes absurdos já se tornaria necessário para refutar-se toda a doutrina do purgatório e das indulgências em favor das almas que ali cumprem pena, podemos nos aprofundar um pouco mais nesta questão, abordando os argumentos a favor do purgatório e concluindo com aqueles que são contra.

Argumentos a favor do purgatório

            Os argumentos usados pelo catolicismo romano a favor do purgatório são baseados em alguns trechos bíblicos insuficientes, que demonstram apenas duas coisas: ou  a total falta de conhecimento dos doutores de Roma das Sagradas Escrituras, e/ou a sua perversidade escancarada. Como já dissemos anteriormente, ou cremos na Bíblia e deixamos de lado a doutrina do purgatório, ou cremos no purgatório e rasgamos a Bíblia. Os dois são excludentes. Ainda assim, a doutrina romanista está fundamentada nas seguintes provas:

1) O purgatório existe por causa dos pecados para a morte (1 João 5:16,17)

 A Bíblia afirma claramente que o estado de rebeldia contra Deus e contra a obra de Cristo na cruz pose estar tão avançado que a capacidade de arrependimento fique irremediavelmente perdida (cf. Hebreus 10:26-31; 12:7). Muito provavelmente, este estado de rebeldia deliberada pode ser o pecado de blasfêmia contra o Espírito contra o qual Cristo advertiu em Lucas 12:10, para o qual não existe perdão, de modo que não adiantariam quaisquer orações a favor do pecador. Se por acaso este pecador orasse a Deus pedindo que lhe perdoasse, já não estaria contra o Espírito, mas a favor dele, aí seu pecado não seria mais para a morte.
            Em Atos 5:1-11 encontramos dois personagens que, por seu pecado contra Deus, pensando que podiam mentir para o Espírito Santo, acabaram morrendo (morte física). Todavia, como em 1 Coríntios 5:5 e 11:30, há razões para crermos que os pecados para a morte não signifiquem uma morte física, mas espiritual. No caso de Ananias e Safira, eles já estavam mortos espiritualmente, não comungavam da mesma fé que os demais discípulos que venderam todos os seus bens e trouxeram todo o dinheiro arrecadado para depositar aos pés dos apóstolos. Quem rejeita o Evangelho está morto espiritualmente e só volta a viver quando o Espírito Santo o revive pela fé (cf. Apocalipse 3:1,2).
             De qualquer forma, o orar ou não orar que o apóstolo fala não diz respeito aos mortos, mas aos vivos. Ele também não deixa claro que pecados para a morte são esses. A morte simplesmente física como conseqüência do pecado não é explicação suficiente, visto que mesmo os santos tem de morrer fisicamente. Devemos crer que estes pecados levam realmente à morte espiritual, fruto da blasfêmia contra o Espírito Santo, do endurecimento de coração (cf. Hebreus 3:8,13; 4:7; Salmo 95:8).
            A igreja romana ainda faz distinção entre pecados leves, veniais, e pecados mortais, como se todo pecado não representasse uma ofensa contra Deus. Os fariseus consideravam o adultério um pecado terrível, passivo de morte por apedrejamento. Jesus foi mais além e disse que o simples olhar e desejar ter relações com uma mulher já se configurava um pecado contra Deus (Mateus 5:27,28). Quando os fariseus trouxeram-lhe uma mulher adúltera para que Jesus a condenasse, conforme a Lei de Moisés, ao apedrejamento por crime considerado tão hediondo entre eles, Jesus rebateu com a seguinte frase: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8:7). Como todos ali eram pecadores, foram se retirando um por um[1]. Talvez nenhum deles tenha cometido jamais o crime de adultério, mas sabiam cada um dos seus pecados e sabiam que com eles tinham ofendido a Deus. Um fariseu poderia ter atirado um pedra dizendo: “Tenho pecado, mas o dela é maior que o meu!”, mas isso não aconteceu. Pecado é pecado, independente do tipo, a não ser, é claro, a blasfêmia contra o Espírito, que é um pecado sem perdão.
            Outro texto utilizado pelo catolicismo romano para sustentar tal doutrina é o de Mateus 5:25,26. Contudo, este texto de maneira alguma pode ser utilizado como prova da existência do purgatório. Se fosse, Jesus estaria ali fazendo alusão a este lugar de prisão temporária e purificadora. Mas como se explicaria que Ele não tenha tocado no assunto em nenhum outro texto, ensinamento, parábola? Jesus pregou o Evangelho da salvação para todo o que crê (João 3:16), falou do perdão de Deus (Mateus 12:31; Lucas 6:37), pregou o arrependimento (Lucas 13:3-5) e o Reino de Deus (Mateus 18:3; Lucas 12:31; 18:16; 19:12). Em momento algum formulou uma doutrina que desse origem ao sistema do purgatório, a um estado intermediário entre o céu e o inferno.
            Embora os doutores da igreja aceitem que Cristo tenha morrido pelos nossos pecados, para nos perdoar e nos reconciliar com Deus, insistem na existência do purgatório, contradizendo-se a anulando as Sagradas Escrituras que afirmam que o sacrifício de Cristo foi para sempre (Hebreus 10:14,15). Não há possibilidade para os santos que estão em Cristo Jesus perderem-se ou ainda terem de pagar alguma dívida, pois nenhuma condenação há para eles e toda a sua dívida ficou cravada na cruz.
            Ainda outro texto, segundo a doutrina romanista, atesta a necessidade do purgatório: 1 Coríntios 3:15. Ao lermos esta passagem das Escrituras Sagradas devemos lembrar que esta carta é endereçada “àqueles que foram santificados em Cristo Jesus” (1:21). Esta santificação é necessária para que nos apresentemos diante de Deus[2], puros, não pelas obras que fizemos, mas pelo sangue de Cristo (1 João 1:7; Apocalipse 7:14), para que possamos entrar no Santo dos Santos (Hebreus 10:9). Através deste sangue derramado na cruz do Calvário temos a remissão dos pecados (Efésios 1:7), podendo nos aproximar livremente de Deus, sem impedimentos ou intermediários, que não o próprio Cristo (Efésios 2:13).
            Existe grande incoerência no ensino romanista sobre o pecado. Todos nascemos sob o pecado original que faz separação entre o homem e Deus e é isso que Cristo veio restaurar. Na sua obra expiatória temos esta restauração, isto é, somos reconciliados com Deus por meio da fé na expiação pelos nossos pecados, tendo acesso garantido ao Paraíso celeste. Todavia, podemos cometer pecados durante o tempo que ainda estivermos nesta vida, neste corpo, pois somos carnais. Mas nosso pendor é para o Espírito e por isso podemos nos arrepender para que sejamos perdoados (1 João 2:1). Cristo é a propiciação pelos nossos pecados. Isto quer dizer que não precisamos mais pagar por eles, nem nesta vida nem na outra.

Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que á a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os vossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojados os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Colossenses 2:8-15, grifo nosso).

            A doutrina romanista do purgatório é baseada em outra que afirma não existir a certeza da salvação, que todos estão fadados a ir para o inferno. Somente aqueles que viveram piedosamente, que permaneceram a vida inteira no seio da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, podem sonhar com o céu, necessitando ainda das orações, missas e esmolas em favor de si mesmos enquantos vivo e feita pelos seus entes queridos, após a sua morte. Em 1 Coríntios 6:9,10 o apóstolo Paulo lista uma série de pecados (impureza, idolatria, adultério, homossexualismo, etc.) praticados pelos cristãos, mas afirma: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v. 11). Isto significa que nossos pecados já foram tratados na “UTI” de Deus; fomos curados, purificados das feridas que maculavam nossa alma. Portanto não precisamos mais sofrer, pois Cristo já sofreu em nosso lugar (1 Pedro 2:21).
            O texto supracitado (1 Coríntios 3:15) fala da recompensa recebida por aqueles que fizeram suas obras em Cristo Jesus. O tema principal ali não é o pecado e a sua punição, mas o trabalho realizado e o seu galardão. O fogo mencionado no texto não é para purgar ninguém de seus pecados, mas para revelar e testar suas obras. Quando Cristo morreu na cruz disse: “Está consumado” (João 19:30) aperfeiçoando para sempre os que são santificados (Hebreus 10:14). Somente Jesus enfrentou o “purgatório” da cruz para nos purificar e nos livrar da condenação eterna (Romanos 8:1).

2) O purgatório existe porque há necessidade de além do arrependimento, reparação dos pecados cometidos:

 Os infalíveis bispos de Roma têm dupla incredulidade: 1) não crêem que o pecador possa realmente se arrepender de coração do pecado que cometeu; 2) não creem que Deus perdoa totalmente os que se arrependem sem lhes exigir algo em troca. Desta dupla incredulidade surgiu a doutrina de que, mesmo depois do pecado confessado diante de um sacerdote devidamente autorizado, o pecador necessita fazer algo para reparar o mal que causou. Assim se expressa o Concílio de Trento:

905. Devem, pois, os sacerdotes do Senhor, quanto lhes inspirar o espírito e a prudência, conforme a qualidade dos delitos e faculdades dos penitentes, impor-lhes satisfações salutares e convenientes, para que não se façam participantes dos pecados alheios, se por acaso dissimularem os pecados e usarem mais indulgência com os penitentes, impondo-lhes penitências demasiado leves por delitos muito graves (cfr. l Tim 5, 22). Atendam sempre a que a satisfação imposta não sirva somente para resguardar a nova vida e curar da enfermidade, mas também para vingança e castigo dos pecados passados. Porque os antigos Padres creem e ensinam que as chaves foram concedidas aos sacerdotes não somente para desatar, mas também para ligar (cfr. Mt 16, 19; 18, 18; Jo 20, 23) [cân. 15]. E nem por isso julgaram eles que o sacramento da Penitência é o tribunal da ira ou do castigo; da mesma forma como nenhum católico jamais entendeu que com estas nossas satisfações se obscurece ou diminui em parte a eficácia do merecimento ou a satisfação de Nosso Senhor Jesus Cristo, a despeito dos Inovadores que dizem que a melhor penitência é a nova vida, e assim tiram toda a virtude e uso da satisfação [cân. 13].

            Para os católicos romanos, Deus nunca está satisfeito. Ele sempre necessita nos ver sofrendo para pagar pelas nossas penas. Para eles o sacrifício de Cristo não foi suficiente, é necessário o nosso próprio, como se fosse possível salvar-nos a nós mesmos, reparando o erro que cometemos. Ora, a expiação efetuada por Cristo já foi para reparar o erro cometido por Adão e Eva ao rebelarem-se contra Deus! Em Cristo temos a nossa reparação.
            Um dos textos utilizados para garantir a veracidade de tal doutrina é Joel 2:12. Todavia, o que se vê aqui não é uma reparação pelo pecado, mas uma forma apresentada por Deus para o arrependimento daquelas pessoas. Deus não pede que se arrependam de seus pecados e depois jejuem e orem para reparar o mal que fizeram. O que ele pede é que o arrependimento seja “acompanhado” de choro e jejum como sinal de tristeza por causa do pecado. Deus não é vingativo como supõe o texto citado acima do Concílio de Trento. Quando Ele olha para o homem, embora se desagrade dos seus pecados, olha sempre com olhar de misericórdia, disposto a perdoar e esquecer.
            Contra este argumento romanista temos o belíssimo Salmo 103, que é um hino à misericórdia de Deus. Aqui o rei Davi mostra um Deus que perdoa todas as transgressões (v. 3) e faz justiça (v. 6). Ele é misericordioso, compassivo, benigno e não nos repreende perpetuamente (vs. 8,9). Embora sendo pecadores, Ele não nos trata segundo os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades (v.10). Ao contrário do que prega o catolicismo romano, a sua misericórdia é infinita (vs. 11,12). Ele é um pai amoroso que se compadece dos seus filhos que o temem (v. 13). Por quê? Porque Ele conhece a natureza humana e sabe da sua fragilidade (vs. 14-16). Todavia, a misericórdia do Senhor é eterna sobre os que o temem e guardam a sua aliança (vs. 17-19). Esse Deus não cabe nos dogmas da igreja de Roma; é infinito diante da visão tão limitada e limitadora dos concílios e bulas papais.
            Por desconhecer esse Deus maravilhoso e bondoso, o catolicismo romano ainda emprega o texto de 2 Samuel 12:13,14 para afirmar que, além do perdão, existe a reparação do mal causado pelo pecado. Entretanto, o que vemos aqui não é uma reparação pelo pecado cometido, mas uma consequência. Sempre que pecamos e nos arrependemos, pedindo-lhe perdão, Deus nos perdoa amorosamente. Porém, isso não quer dizer que nos livrará das consequências dos nossos atos. Se cometemos algum crime, por exemplo, e nos arrependemos com sinceridade de coração, Deus nos perdoa, mas ainda assim teremos de responder criminalmente pelos nossos atos na justiça secular.

Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. (Romanos13:1-4)

            Deus não viola as leis da Sua própria natureza; não pode ser injusto deixando que um assassino ou um estuprador fique às soltas, sem pagar por seus crimes diante da autoridade divinamente instituída. Foi na ocasião acima (2 Samuel 12:13,14) que Devi escreveu o Salmo 51, onde reconhece o seu pecado e clama pela misericórdia de Deus. Quando Ele pede a Deus que o livre dos seus crimes, não afirma que exaltará a sua Justiça como uma forma de reparar o mal que fez, mas de louvá-lo (v. 14,15), porque Deus não se agrada de sacrifícios, mas se alegra de um espírito quebrantado e um coração compungido e contrito (v. 17). Quando nosso pecado é perdoado e nosso coração purificado, aí sim podemos oferecer sacrifícios a Deus (v. 19).
            Ainda outro texto o catolicismo romano utiliza-se, desta vez para comprovar que devemos orar pelas almas que estão no purgatório e praticar o sofrimento cristão por elas: 2 Coríntios 12:15. Encontramos neste versículo o apóstolo Paulo dizendo aos crentes de Corinto que de tudo fará por eles. Gastar-se aqui significa aplicar-se na pregação da Palavra, no ensino das Sagradas Escrituras, nas viagens missionárias, no cuidado com todas as igrejas que Paulo tinha. Este “gastar” não era em prol dos santos que já haviam morrido, mas daqueles para os quais a carta era endereçada: à igreja de Deus em Corinto e aos santos de toda Acaia (1:1). Não à igreja de Deus no purgatório ou aos santos que vivem lá, mas aos vivos, aos que ainda podem viver a fé em Cristo antes de contemplá-lo de maneira definitiva e perfeita na Glória. Da mesma forma em 2 Timóteo 4:6 Paulo não refere-se a sufrágios pelas almas do purgatório, mas à sua morte como mártir.



[1] Pergunta: se Maria estivesse ali naquele momento, teria ela apedrejado a mulher adúltera?
[2] Ver estudo sobre salvação pessoal – santificação.


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