segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE III


TERCEIRA PARTE

 
 
A primeira cartada do inimigo para frustrar os planos de Deus encontra-se na pessoa do rei Herodes. Os magos que vieram do Oriente encontrar o Messias, foram ter com Herodes para saber dele – provavelmente porque era o atual rei – onde estava o recém-nascido Rei dos judeus, como atesta o evangelista Mateus (2:2). O velho rei ficou alarmado com a possibilidade de haver outro rei querendo substituí-lo, não somente ele, mas toda Jerusalém (v. 3). Ele, então, pediu que os magos o avisassem onde o Cristo estava, para que ele também pudesse ir adorá-lo (v. 8). O objetivo dele, claro, era aniquilar o menino para que não lhe roubasse o trono. Eis a grande estratégia do diabo: “Não pude impedir Jesus de nascer, então vou matá-lo e ele jamais cumprirá os planos de Deus de salvar a humanidade”. Como os magos foram avisados por um anjo para não retornarem a Herodes, ele organizou a grande matança dos inocentes, na tentativa de entre eles matar o Messias (vs. 16-18).

Mas o diabo esquecera-se de algo que Jó, o servo do Senhor, escrevera alguns séculos antes: “Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 41:1). Ou o que Moisés dissera: “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19). Jesus escapou ileso de sua armadilha e “crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52). O Messias agora era uma realidade palpável e finalmente reuniria o homem e Deus novamente numa grande e abençoada família, que seria chamada de Igreja, onde Ele mesmo seria a Cabeça e o fundamento.

A essa altura o diabo estava possesso. Se o rei Herodes não foi competente o bastante para dar conta do recado, ele iria pessoalmente tentar destruir o Filho de Deus para impedi-lo de pregar a Verdade, de doar-se como sacrifício perfeito e definitivo com o fim libertar o homem da morte e do pecado. O que fazer então? A sua nova estratégia foi tentar desviar o foco de Jesus da sua missão e convencê-lo de que ele deveria adorá-lo como o deus do mundo. O relato dessa nova estratégia do diabo encontra-se nos evangelhos de Mateus (4:1-11), Marcos (1:12,13) e Lucas (4:1-13), onde ele tenta Jesus de todas as formas para que peque. Ele tentou o Messias em três áreas: a carne, oferecendo-lhe a satisfação dos seus apetites ; o mundo, como um apelo à glória e à vaidade; e as do próprio diabo, como um desejo de ser igual a Deus.

O diabo queria um Messias nos moldes que o mundo esperava: um “salvador da pátria”. Seu desejo era que Jesus não passasse pela cruz, que ele abraçasse o mundo e desistisse da sua missão salvítica. Ele sabia que seria na cruz que Jesus reconciliaria o mundo consigo, vencendo a morte, o pecado e o próprio inferno. Eis o que o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Corinto: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2 Coríntios 5:18,19). E aos Romanos ele escreveu: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:10). Leia também Colossenses 1:22 e veja que o diabo não poderia permitir que tal coisa acontecesse.

Mas as respostas negativas de Jesus às investidas do diabo apenas reafirmaram sua identidade de Salvador, de Deus e Senhor do universo. Jesus sabia quem era e qual era o seu papel e nada que o diabo lhe oferecesse em troca seria aceito. Mas o inimigo não estava satisfeito. Diz o evangelista Lucas que passadas as tentações, o diabo apartou-se de Jesus “até momento oportuno” (4:13). Ele estaria esperando apenas mais uma oportunidade para frustrar os infrustáveis planos de Deus. É este o modo de agir do diabo, observando, sondando, aguardando a oportunidade de atacar, como nos alerta o apóstolo Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8).

Jesus, então, deu início ao seu ministério vitorioso de pregação do Evangelho da salvação a todos os povos, judeus e gentios. Ele andou entre os pobres e os pecadores, amou os mendigos e as prostitutas, curou os enfermos, ressuscitou os mortos, perdoou pecados, multiplicou pães, devolveu a esperança a muitos que já não a tinham. Durante todo o seu ministério, Ele sofreu com a perseguição dos judeus, acima de tudo dos fariseus, que desacreditavam do seu ministério de buscavam de todas as formas fazê-lo se calar ou matá-lo. Eles não entendiam como aquele homem que andava e comia com prostitutas e cobradores de impostos poderia ser o Filho de Deus, o Messias prometido para salvar a humanidade. Em muitos pontos a pregação de Jesus ia contra a sua crença e eles o odiavam a cada dia mais e não compreendiam a sua mensagem. Quem estava por trás disso senão o próprio diabo? O próprio Senhor Jesus afirmou: “Qual é a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:43,44).

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