segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE II


SEGUNDA PARTE

 


A nossa história começa há muitos anos atrás, numa época denominada Antes de Cristo (a.C.), na verdade, pouco depois da criação do mundo e do primeiro casal humano. Conta a Bíblia que Deus criou de maneira assombrosamente espetacular o mundo, vindo todas as coisas a existirem do nada por intermédio da sua Palavra. Ele criou todas as coisas perfeitas e boas, inclusive o homem feito à sua imagem e à sua semelhança, conforme fatos narrados nos capítulos um e dois do livro de Gênesis, escrito por seu servo Moisés. Deus tinha um ideal para os primeiros seres humanos ali naquele jardim de delícias: manter comunhão com eles. Deus não os criou para viverem longe de Si nem para morrer. O homem e a mulher nasceram para viver eternamente com seu Pai celeste. Não havia morte nem pecado. O que havia era a criatura e o criador desfrutando de perfeita harmonia.

Mas alguém não estava satisfeito. O diabo, o anjo caído inimigo de Deus, metamorfoseou-se em serpente e invadiu o paraíso perfeito de Deus. Ele não podia suportar a ideia de que aqueles seres recém-criados tivessem tanta intimidade com o Criador. Invejoso e despeitado, ele arquitetou seu plano maquiavélico com o fim de separar Adão e Eva do seu Pai. E ele conseguiu! Iludindo Eva com a promessa de que seria igual a Deus caso comesse do fruto da árvore que estava no meio do jardim, fruto que o Senhor lhe havia proibido que comesse, ele fez com que ela desobedecesse a Deus e saboreasse aquele fruto tão aprazível aos olhos. Ela comeu e deu também ao seu marido, Adão, que não também comeu sem perguntar coisa alguma. Pronto, a desgraça estava feita, conforme nos relata o capítulo três de Gênesis.

A desobediência de Adão e Eva trouxe-lhes consequências terríveis, não somente a eles como também a toda a raça humana. Eis o que escreveu o apóstolo Paulo séculos mais tarde: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). A morte e o pecado levaram Deus a expulsar o infeliz casal do paraíso, trazendo maldição sobre a terra e castigos. Porém, o maior de todos os tormentos do gênero humano seria viver sem aquela comunhão perfeita com o Pai que era desfrutada no paraíso. O diabo com certeza estava feliz com o sucesso do seu empreendimento. Adão e Eva expulsos, o pecado reinando solto pela terra, a morte, o trabalho árduo. Era tudo o que ele mais queria.

Mas não deu tempo do diabo se alegrar com o fruto da sua obra maligna. Ele provavelmente esquecera que quem estava ali era um Deus de misericórdia e de amor, um Deus de justiça e de juízo, mas um Deus de salvação e de graça abundante. Antes mesmo de decretar o destino dos nossos ancestrais, o Senhor voltou a sua atenção para o diabo e lhe disse: “Visto que isto fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:14,15). Deus providenciou um Salvador! Este Salvador perdoaria os homens dos seus pecados e restituiria a sua comunhão com Deus perdida no Éden.

Mas o que tudo isto tem a ver com a verdadeira história do Papai Noel? Em breve o leitor entenderá melhor. A tentativa frustrada do diabo em separar para sempre o homem de Deus rendeu-lhe muitas dores de cabeça nos séculos que se seguiram. Deus constituiu para si um povo e o fez a nação de Israel, a menina dos olhos de Deus. Lendo a Bíblia, encontraremos um povo teimoso, rebelde, pecador, murmurador e que por diversas vezes preferiu adorar aos ídolos do que se prostrar diante de Deus. Era um povo vitorioso sempre que colocava sua esperança no Senhor, arrependia-se dos seus pecados e obedecia aos mandamentos. Mas mesmo com todas as dificuldades, o povo de Deus conquistou a terra prometida, constituiu seu império, construiu o templo e sempre foi reconhecido entre as nações como filhos do Deus Altíssimo.

Mas ainda lhes faltava uma coisa: o Messias prometido, aquele que restauraria a sorte de Israel e traria a salvação a todos os homens. Durante séculos o povo judeu viveu praticando sacrifícios de animais para apagar os seus pecados e manter comunhão com Deus. Mas o Messias, o Ungido do Senhor viria fazer nova todas as coisas, oferecendo-se como sacrifício pelos pecados do mundo para conduzir todos os que nele cressem à vida eterna no céu. Muitos judeus, porém, esperavam um libertador político, que libertaria o povo do julgo romano e restauraria a nação de Israel. Esse era o anseio da maior parte da população: um general poderoso, capaz de liderar seus guerreiros numa luta vitoriosa contra o Império Romano.

Se fosse esse o tipo de salvador que Deus havia prometido, o diabo estaria imensamente feliz, porque a raça humana ainda viveria na dependência de sacrifícios que o próprio Deus já não suportava, visto o tamanho da pecaminosidade dos seus filhos. Assim escreveu o inspirado profeta Isaías: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes nos meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação... Pelo que quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicai as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos, cessai de fazer o mal” (Isaías 1:11-16).

Era impossível que aqueles sacrifícios retirassem pecados. Era impossível para o homem justificar a si mesmo dos seus erros e reatar a sua comunhão com Deus. Fazia-se necessário a vinda do Cordeiro que tira o pecado do mundo, do Messias, do Salvador: Jesus Cristo. Então, no tempo determinado por Deus, um anjo foi enviado para dar a uma jovem chamada Maria, da cidade de Nazaré, a notícia de que ela conceberia e daria a luz ao Salvador, como nos atestam os evangelhos (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-37). Aquilo que Deus prometera a serpente, estava se cumprindo e o diabo via ali mais uma vez os seus planos sendo frustrados. Ele precisava fazer alguma coisa, pois sabia que se Jesus Cristo cumprisse com a sua missão, seus planos de manter o homem distante de Deus estariam frustrados. Ele precisava agir rápido.

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