segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE IV


QUARTA PARTE

  

Nisso tudo o diabo estava agindo. Não conseguira impedir o nascimento de Jesus e seus planos de desviar-lhe a atenção da sua missão salvítica tinham sido frustrados. Ele precisava de todas as formas impedir que Jesus chegasse até a cruz. Se isto acontecesse, os planos de Deus estariam destruídos para sempre. Foi então que ele utilizou-se da boca do apóstolo Pedro para tentar fazer com que Jesus desistisse da ideia de morrer dependurado numa cruz, e isto aconteceu depois de Pedro afirmar que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16:13-20). É o próprio evangelista Mateus que relata: “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado ao terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tens compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (16:21,22).

Provavelmente pode ter havido um instante de silêncio após essa fala desastrosa de Pedro, um momento de suspense em que o diabo cruzou os dedos e ficou na expectativa do que Jesus iria falar. Sofrer muitas coisas, morrer... Podia ser que finalmente Ele caísse em si e desistisse de vez dos seus planos messiânicos. Mas o Senhor fez algo diferente das expectativas do diabo: “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v. 23). Nota-se que Jesus não se dirigiu a Pedro, mas a Satanás! O Senhor sabia quem estava por detrás daquela declaração, daquela sugestão que o retiraria do caminho já traçado por Deus. O diabo não havia entendido ainda que Jesus não estava ali para ter misericórdia de si próprio, mas do pecador.

Novos planos frustrados. Então, outra de suas artimanhas foi tentar acabar com o ministério de Jesus por meio de um dos discípulos, Judas Iscariotes, conforme nos informa o evangelista: “Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Jesus” (Lucas 22:3,4). O que ele esperava que acontecesse, que Jesus fosse preso e seus discípulos se dispersassem? Talvez ele imaginasse que desta forma não seria Jesus se entregando para morrer na cruz, mas ele, o diabo, entregando Jesus para ser morto e esta morte não teria poder de salvar ninguém.

Mas o que o diabo não poderia imaginar é que também isto já estava nos planos de Deus, porque era necessário que o Cristo fosse morto na cruz e para isso deveria padecer nas mãos dos soldados romanos, até ser julgado e condenado à crucificação. Não era o diabo, naquele instante, condenando Jesus a morte, mas o Salvador já havia sido crucificado antes da fundação do mundo, na eternidade de Deus, uma eternidade desconhecida ao diabo e a todos nós. Assim escreveu o apóstolo Pedro: “...sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus” (1 Pedro 1:18-21).

Como o diabo havia desejado, Jesus acabou sendo traído por Judas e preso pelos judeus, sendo conduzido à corte, onde foi levado até Pilatos, depois até Herodes para depois ser devolvido a Pilatos (Lucas 23:1-25). Ali, no diálogo entre Pilatos e a multidão enfurecida, o diabo ouviu o que não gostaria de ouvir. Pilatos trouxe um amotinado chamado Barrabás, e como de costume naquela época, pediu que o povo escolhesse qual dos dois prisioneiros deveria soltar. O povo escolheu Barrabás. Então Pilatos perguntou: “Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?”. E o povo clamou: “Crucifica-o!” (Mateus 15:7-13). Crucifica-o? Jesus iria para a cruz, morreria pelos pecados da humanidade e ressuscitaria ao terceiro dia. Seria o fim dos planos malignos do diabo para impedir que a raça humana voltasse a ter comunhão com Deus. E agora, o que fazer? Era preciso agir rápido!

Em poucas horas Jesus já estava pregado na cruz, derramando seu precioso sangue, o justo pelos injustos, para conduzir o homem de volta a Deus, como Pedro escreveu anos depois: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3:18a). O diabo estava atônito contemplando aquela cena. Se Jesus morresse, se ele espirasse, tudo estaria consumado. Era preciso fazer com que ele descesse da cruz. O evangelista Lucas relata que algumas pessoas zombaram de Jesus, insinuando que se ele era mesmo o rei dos judeus, deveria salvar a si mesmo (23:37). Também um dos ladrões que fora crucificado ao seu lado, afirmou: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também” (v. 39). Seria uma grande demonstração de poder se Jesus descesse da cruz. Certamente as pessoas se impressionariam e creriam nele. Provavelmente o colocariam sobre um cavalo branco, com escudo e espada nas mãos e o levariam para comandar uma invasão a Roma! Mas se o Senhor fizesse isso, a humanidade ficaria sem qualquer chance de salvação. Era tudo o que o diabo queria.

Porém, como eu já disse anteriormente, os planos de Deus não podem ser frustrados. Jesus entregou o seu espírito nas mãos do Pai e espirou. O véu do santuário foi rasgado, simbolizando que a separação que havia entre Deus e o homem havia sido desfeita. Ali morria o Filho de Deus, o Salvador perfeito de toda a humanidade. Totalmente impotente diante da morte do Senhor na cruz, a única coisa que o diabo podia fazer era contemplar a salvação dos justos e lamentar. O que Deus prometera no Éden, acabara de cumprir. Jesus ressuscitaria e ele nada poderia fazer. Ao terceiro dia, como narram os evangelhos, Jesus ressuscitou e subiu vitorioso aos céus. Agora, todo aquele que nele cresse poderia voltar aos braços do Pai, sendo adotado como filho e livre de condenação e com a vida eterna (João 3:16; Romanos 8:1). Em breve Ele voltaria para levar os seus até a morada celestial, onde viveriam para sempre com o Pai, longe das dores do mundo, da morte e das investidas perversas do diabo.

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