segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE V


QUINTA PARTE


A partir daí, já que não conseguiu impedir a salvação daqueles que, pela graça de Deus, tem fé em Jesus, o diabo mudou a sua estratégia e redimensionou os seus esforços: “Se não consegui impedir que a salvação existisse, vou impedir que os homens conheçam esta salvação”. A partir de então, o inimigo do povo de Deus tem empregado todos os seus esforços para enganar as pessoas e distanciá-las do verdadeiro Caminho, da verdadeira fé. O livro de Atos dos apóstolos (13:4-12) relata um fato ocorrido quando Barnabé, Saulo e João foram enviados pelo Espírito Santo a Chipre e, chegando em Salamina, anunciaram a Palavra de Deus. Em Pafos, eles foram convidados por um procônsul, chamado Sérgio Paulo, que queria ouvir a Palavra de Deus. Porém, um mágico que estava com ele, Elimas fazia oposição e procurava afastar dos apóstolos o procônsul. Fixando seus olhos nele, cheio do Espírito Santo, Saulo, também chamado Paulo, disse-lhe: “Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?” (v. 10).

É este o objetivo do diabo: perverter os retos caminhos do Senhor. Ele apresenta alternativas, faz mágicas, se disfarça de anjo de luz (2 Coríntios 11:14) e inventa um novo evangelho, como o da Teologia da Prosperidade pregado pelos crentes neopentecostais. Algumas das suas estratégias são: perseguições implacáveis contra os crentes fiéis a Cristo, ateísmo, nova era, religiões politeístas, religiões esotéricas, satanismo, materialismo, humanismo, inquisições, ignorância. Desde o início do cristianismo que a fé em Cristo vem sendo desacreditada, inclusive pela ciência que tenta de todas as formas provar que Deus não existe, que o diabo é uma ilusão e que o pecado é uma forma equivocada de pensar as atitudes do homem.

Esta é uma das maiores estratégias do diabo: convencer as pessoas que não existe Deus, céu, inferno, diabo; convencer a todos que ninguém está perdido e por isso não precisam de salvação. Ele apresenta Jesus Cristo como um grande líder, um grande administrador, um grande psicólogo, um grande mestre, um grande filósofo, mas jamais como Senhor e Salvador, jamais como Deus bendito e redentor. O Jesus do diabo é o Jesus das muitas religiões, das diversas formas de amar; é aquele que entende o ser humano tão bem que fecha seus olhos para os pecados que são cometidos. Ele é o Jesus da Teologia da Prosperidade do neopentecostalismo, que não passa de uma chave que abre um cofre repleto de riquezas materiais (casas, carros, empregos, empresas). É o Jesus demiurgo, o profeta que morreu como Buda e Maomé. É o Jesus que não salva. As pessoas acreditam nesse falso Jesus e o diabo, satisfeito, olha para a cruz e cospe nela. Ele não conseguiu impedir que Jesus cumprisse a sua missão, então vive a convencer as pessoas de que elas não precisam de um salvador, que elas mesmas podem se salvar.

Mas onde entra o Papai Noel nesta história? Acredite quem quiser, o bom velhinho é apenas mais uma das artimanhas do diabo para afastar o homem da necessidade de aceitar a Jesus como Senhor e Salvador. Talvez seja esse um dos seus planos mais bem elaborados e, por isso, o mais maquiavélico. Como vimos no início, São Nicolau era um bom homem, que se preocupava com as necessidades das pessoas pobres e gostava de presentear as crianças. Atos nobres. Então por que não pegar esse personagem e transformá-lo no ídolo de milhões de pessoas? Por que não substituir o dia do nascimento de Jesus pelo dia do Papai Noel? Por que não desviar o foco das pessoas da história do Salvador que nasceu pobre em Belém para a de alguém mais compatível com os reais desejos consumistas e egoístas das pessoas? E assim, durante séculos, o diabo foi usando as culturas, foi mesclando as festividades pagãs e cristãs, foi trabalhando na mente das pessoas a ideia de “dar e receber presentes” até conseguir afastar de suas vidas o verdadeiro sentido do Natal: o nascimento do Salvador.

Agora o diabo estava feliz com a sua conquista. Já que não conseguiu frustrar os planos de Deus em salvar a humanidade por meio do seu Filho amado, ao menos proveu uma forma de desviar a atenção das pessoas para outra coisa, de modo que elas ensinassem a seus filhos sobre o Noel, não sobre Jesus; de modo que elas esperassem o dia 25 de dezembro não para agradecer a Deus por ter-se feito homem por amor a nós, mas para ganhar presentes, festejar, comer e beber ao som de músicas natalinas que exaltam a pessoa errada. O Papai Noel, com o decorrer dos anos, virou o símbolo máximo do Natal, de modo que as pessoas afirmam não haver Natal sem ele.

Mas algumas pessoas podem perguntar: Como pode o Papai Noel ser uma criação do diabo para impedir que as pessoas conheçam a verdade, se ele só traz coisas boas, se o seu espírito é amor, paz e fraternidade? Pergunte-se: O que as crianças fariam se vissem um demônio de chifres rodeado de fogo por todos os lados? Como as pessoas creriam no Papai Noel e abandonariam Jesus de lado se o bom velhinho disseminasse o ateísmo, a guerra, a inveja, a discórdia, o orgulho, a mentira, a morte, a destruição, o caos? O espírito do Natal de Noel, com seu discurso humanitário e repleto de boas intenções, é apenas mais uma parte do plano maligno do diabo. Ele quer mostrar às pessoas que elas podem ter paz, podem amar e viver fraternalmente sem depender de Deus. Ele quer que todos acreditem que é isso que o Noel vem lhes trazer, quando na verdade a sua intenção é que os seres humanos vivam num mundo sem Deus, entregues aos seus próprios pecados e a sua incapacidade de conquistar a vida e a felicidade que somente Jesus pode trazer.

O que acontece quando passa o Natal? Tudo volta a ser como antes. O ano se inicia com o Carnaval, com bebidas, drogas, sensualidade, promiscuidade, corrupção, roubos, assassinatos, adultérios, disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e outras mazelas. O amor, a paz e a fraternidade desaparecem nas mesas dos bares, nas violências urbanas, na prostituição adulta e infantil, na violência contra as mulheres e as crianças, nas desigualdades sociais, na intolerância, no consumo e no tráfico de drogas, nas guerras entre os povos, na ganância, na corrupção generalizada, nos moradores de rua, nas populações assoladas pela falta de saneamento básico, educação e saúde; nas músicas mundanas que exaltam a prostituição, fomentam o preconceito e a intolerância, incentivam o uso de bebidas alcoólicas e de drogas, fazem apologia á violência e a promiscuidade.

Então só nos resta perguntar: Onde está o bom velhinho? Será que de lá do Polo Norte, ao lado da Mamãe Noel, cercado por seus duendes, ele não está vendo estas coisas? Ele não se preocupa com a humanidade que caminha na destruição e se autoflagela a cada dia mais? Como ele pode não se importar com o clamor dos oprimidos, com o choro das criancinhas por um pedaço de pão, com o desespero dos doentes nos hospitais sem leito, sem equipamentos, sem remédios e sem médicos? Não é possível que o Papai Noel seja tão insensível diante do ser humano cada vez mais vazio, mais cruel, mais pecador. Ele não vê que as pessoas não vivem a paz, o amor e a fraternidade que seu espírito trouxe na época do Natal? Não enxerga que elas continuam com suas mentes e corações vazios e repletos de ganância? Seus presentes logo se quebraram, alguns a traça roeu, outros foram roubados. Mas elas esperam pacientemente mais um Natal, mais uma oportunidade de encontrar o bem velhinho que, nos próximos 364 dias, estará escondido, alheio a tudo que se passa no planeta Terra.

Há mais de dois mil anos o apóstolo Paulo escreveu sobre esta cegueira causada pelo bom velhinho e que tem impedido que as pessoas conheçam o evangelho da salvação e possam se converter a Jesus Cristo. Esta cegueira generalizada é com certeza uma grande obra de Satanás, a velha serpente. Assim escreveu Paulo: “Mas se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:3,4). O objetivo de Deus é nos salvar por intermédio de Jesus, mas a vontade do diabo é que isto jamais aconteça. Deus quer nos libertar dos grilhões do pecado, nos reunir como uma família santa e feliz. Ele quer nos perdoar e santificar, nos purificar e nos encher de amor e misericórdia. Papai Noel pode nos dar tudo isso?

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