segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - FINAL


FINAL



A incredulidade das pessoas que preferem acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa produz graves consequências para as suas almas. Os pais, porém, insistem em não privar seus filhos destas fábulas, por acharem que estariam lhes fazendo mal os privando da fantasia tão importante à sua infância. Falar de Jesus tornou-se algo ultrapassado, cafona, coisa de fanáticos religiosos ignorantes e sem instrução. Papai Noel é mais bonito, porque só fala de coisas boas, não fala sobre pecado, necessidade de arrependimento, de conversão e de obediência a Deus e à sua Palavra; não fala de céu ou inferno. O Coelhinho da Páscoa não deseja mudar a vida de ninguém, mas deixa que todos vivam conforme seu próprio entendimento. Ele não está nem aí se somos ou não pecadores, se acreditamos ou não em Deus. Para esses dois personagens de ficção, podemos ser quem quisermos e fazer o que bem entendermos. Eles não nos cobram uma vida transformada e santificada pelo Espírito Santo. É melhor crer neles, mais conveniente e cômodo.

Crer nas mentiras do diabo que objetivam afastar as pessoas da verdade de Deus ou crer na Bíblia é uma e escolha pessoal. É preciso escolher de que lado queremos ficar. O diabo existe e não está de brincadeira! O que ele deseja é roubar, matar e destruir, enquanto Cristo veio para nos dar vida, e vida em abundância: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:9,10). São Nicolau é apenas alguém que já morreu há mais de 1700 anos. Depois disto, toda a história criada em torno dele e que culminou com a figura do bom velhinho, é engano, é armadilha preparada pelo o diabo para desviar as pessoas da verdadeira fé e impedi-las de crerem em Jesus Cristo para a salvação.

O que você quer para si e para seus filhos? O que você deseja para a humanidade? O diabo tem presentes maravilhosos para lhe dar no dia de Natal: brinquedos, bicicletas, bolsas, perfumes, motos, carros, eletrodomésticos, cosméticos, CDs, Tablets, IPhones, videogames, joias, viagens, roupas, calçados, TVs de LCD, celulares, relógios, livros, casas, banquetes, noites de sexo, bebidas, comidas, apartamentos e uma infinidade de coisas que seu ego deseja e que se pode comprar no dinheiro, no cartão ou no cheque. Se seus filhos perguntarem, você dirá: foi o Papai Noel que trouxe. Mas pense: quanto tempo essas coisas duram? Será que elas realmente podem fazer você e sua família felizes? Que verdade há nelas? A vida se resume nisso? Acredite, elas se acabarão um dia e você vai querer mais, muito mais. Sua fome de possuir jamais será saciada, o comércio continuará lucrando, você estará cada vez mais ansioso(a) e vazio(a) e o diabo mais satisfeito, porque você caiu na sua armadilha, acreditou na sua mentira de que não precisa de Deus para ser feliz.

A boa notícia é que o diabo é um coitado, um ser desesperado que sabe que seu fim será amargar a eternidade no inferno. Cuidado, ele quer levar você com ele! Mas existe uma notícia ainda melhor: Jesus Cristo te ama! Ele de fato nasceu, morreu, ressuscitou e subiu aos céus, onde está sentado a destra de Deus e de onde virá uma segunda vez para buscar os que são seus. Eu quero te ver nesse meio! Eu quero te encontrar no céu para juntos adorarmos o Senhor por toda a eternidade. Aceite o presente que Ele lhe dá: a vida eterna. Sim, é um presente, é de graça, você não precisa fazer nada para merecê-lo nem conquistá-lo, pois Cristo já fez tudo por você na cruz. Não precisa tentar ser bonzinho, pois não é pelas obras que Jesus vai te salvar, mas pela graça (Efésios 2:8,9). Aceite hoje mesmo esse presente que não perece, que as traças não roem nem os ladrões roubam. Assim disse o Senhor: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19-21).

Concluo esta história da verdadeira natureza e missão do Papai Noel (e do Coelhinho da Páscoa) com um conselho: seja realista e sincero consigo mesmo e com seus filhos. Que saco caberia presentes para as crianças do mundo inteiro? Como em apenas uma noite, um único homem poderia voar pelos céus espalhando presentes por todos os continentes, em todos os lares determinados por ele? Que parâmetros o bom velhinho usaria para determinar quem foi bom e quem foi mau durante o ano? E como ele conseguiria, no decorrer de um ano, observar todas as crianças de todo o mundo, que passam de milhões? Se ele observasse a cada minuto uma criança por dia, no final de um dia teria observado 1440 crianças. Em um ano ele conseguiria observar 525.600 crianças. Ainda que esse valor se multiplicasse por mil, ele jamais conseguiria a façanha de saber o que todas as crianças fizeram em todos os dias do ano.

Deus, porém, é onipotente, onipresente e onisciente. Ele está na vida de todos os moradores do planeta 24 horas por dia, todos os dias. Ele conhece cada pessoa pelo seu nome muito antes de cada uma ser concebida no ventre da sua mãe. Ele conhece seus pensamentos e seus sentimentos, sabe se suas atitudes foram de fato boas ou que maldade havia nelas. Somente Ele é capaz de retribuir a cada um segundo o seu procedimento (Romanos 2:6). Não se iluda nem iluda seus entes queridos com a mentira que Papai Noel existe. De que serve uma fantasia que no fim, na vida adulta, de revelará apenas uma mentira? De que vale acreditar na mentira do diabo que pretende afastar as pessoas do conhecimento da salvação gratuita oferecida por Deus? Se tudo o que você leu até aqui tem lhe soado como mais uma fábula, isto é, se você não acredita em Deus e muito menos em Jesus Cristo, o que posso dizer é que o diabo conseguiu executar o plano dele na sua vida.

Para finalizar, vamos ler uma parte do Salmo 139, versículos 1 a 16:


“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, tu, Senhor, já a conheces toda. Tu me cercas por trás e por diante, e sobre mim pões a tua mão. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; é sobremodo elevado, não posso atingir. Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá. Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim será noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa. Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no ceio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nenhum deles havia ainda.”



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A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE VI


SEXTA PARTE

 

Esta é a versão verdadeira da existência do Papai Noel. Mas ele não está só! O velho Noel tem companhia providenciada pelo diabo no seu afã de desviar o ser humano do conhecimento da verdadeira fé que salva. A vitória de Cristo sobre a morte cela o plano salvítico de Deus. Se Jesus permanecesse para sempre sepultado, Ele não seria Deus, muito menos o Salvador, o Ungido, o Messias. Mas os evangelhos, o livro dos Atos dos apóstolos, as epístolas e o livro do Apocalipse não deixam dúvidas: Jesus ressuscitou! Ele é a nossa Páscoa. Crer num cristo ressurreto é ter a esperança da vida eterna no céu. Jesus havia prometido que ressuscitaria (Mateus 27:63). Ele não somente ressuscitou, como é a própria ressurreição que dá vida: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente” (João 11:25,26).

A ressurreição de Cristo, que é um dos alicerces da fé cristã, era a base da pregação apostólica (Atos 2:24,32; 3:15,26; 5:30; 10:40; 13:30; 17:31 4:2; Efésios 1:20; 2 Timóteo 2:8) e é o que confere poder ao Filho de Deus (Romanos 1:4). Esta foi uma das doutrinas mais atacadas no início da igreja do Senhor, como podemos ver ao ler as epístolas, como a de Coríntios, onde um grupo de pessoas afirmava não haver ressurreição dos mortos. Paulo argumenta que se não há ressurreição dos mortos, Cristo não ressuscitou, e afirma: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”, para depois concluir: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Coríntios 14:14,19). Mas é justamente este o objetivo do diabo: fazer com que a ressurreição de Cristo seja desacreditada. Quem creria num Messias morto? Quem seguiria alguém que disse que voltaria e não saiu do túmulo? Embora o diabo tenha conseguido fazer com que muitos sigam a pessoas que já morreram, como Buda e Maomé, por exemplo, ele sabia que somente o Cristo de Deus salva e a este ele queria impedir de todas as formas que as pessoas cressem.

Crer na ressurreição de Cristo produz ressurreição para o ser humano (Filipenses 3:8-11) e o salva (1 Pedro 3:21). Jesus ressuscitou por causa das nossas transgressões (Romanos 3:25). A morte que o diabo tanto lhe desejou já não tem mais domínio sobre Ele (Romanos 6:9). Por sua morte e ressurreição, não há mais condenação (Romanos 8:1,34). Cristo ressuscitou e todo aquele que nele crê, ressuscitou com Ele para a vida eterna (Efésios 2:6; Colossenses 2:12; 1 Tessalonicenses 4:16). Não crer na ressurreição de Cristo produz morte e eterna separação de Deus. Com o passar dos anos, os cristãos começaram a comemorar a Páscoa da Ressurreição, separando um dia do ano para celebrar a vitória de Jesus sobre a morte. Para alguns a comemoração não passa de um ritual com dias santos e jejuns, mas para os verdadeiros crentes, é um momento de reflexão, de adoração e celebração ao Senhor.

O que o diabo podia fazer diante de tudo isso, já que Cristo ressuscitara, subira aos céus e em breve voltaria para levar os seus e lançar a morte e o diabo no inferno? Mais uma vez era preciso agir. E ele agiu! Assim como fizera com o Papai Noel, criando-o para desviar a atenção das pessoas do nascimento de Jesus, criou o Coelhinho da Páscoa, para desviar a atenção da ressurreição de Cristo. Assim como o Natal, a Páscoa passou a ser mais um evento comercial, com distribuição de ovos de chocolate. O verdadeiro sentido da Páscoa tem se limitado, e de forma bastante limitada mesmo, àqueles que já são crentes, que já ressuscitaram com o Senhor. Todavia, aqueles que se encontram no mundo e sem fé em Jesus para a salvação, estão muito longe de compreender o que estão comemorando e que consequências tem para suas vidas o fato de Jesus Cristo ter ressuscitado dentre os mortos.

 

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE V


QUINTA PARTE


A partir daí, já que não conseguiu impedir a salvação daqueles que, pela graça de Deus, tem fé em Jesus, o diabo mudou a sua estratégia e redimensionou os seus esforços: “Se não consegui impedir que a salvação existisse, vou impedir que os homens conheçam esta salvação”. A partir de então, o inimigo do povo de Deus tem empregado todos os seus esforços para enganar as pessoas e distanciá-las do verdadeiro Caminho, da verdadeira fé. O livro de Atos dos apóstolos (13:4-12) relata um fato ocorrido quando Barnabé, Saulo e João foram enviados pelo Espírito Santo a Chipre e, chegando em Salamina, anunciaram a Palavra de Deus. Em Pafos, eles foram convidados por um procônsul, chamado Sérgio Paulo, que queria ouvir a Palavra de Deus. Porém, um mágico que estava com ele, Elimas fazia oposição e procurava afastar dos apóstolos o procônsul. Fixando seus olhos nele, cheio do Espírito Santo, Saulo, também chamado Paulo, disse-lhe: “Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os retos caminhos do Senhor?” (v. 10).

É este o objetivo do diabo: perverter os retos caminhos do Senhor. Ele apresenta alternativas, faz mágicas, se disfarça de anjo de luz (2 Coríntios 11:14) e inventa um novo evangelho, como o da Teologia da Prosperidade pregado pelos crentes neopentecostais. Algumas das suas estratégias são: perseguições implacáveis contra os crentes fiéis a Cristo, ateísmo, nova era, religiões politeístas, religiões esotéricas, satanismo, materialismo, humanismo, inquisições, ignorância. Desde o início do cristianismo que a fé em Cristo vem sendo desacreditada, inclusive pela ciência que tenta de todas as formas provar que Deus não existe, que o diabo é uma ilusão e que o pecado é uma forma equivocada de pensar as atitudes do homem.

Esta é uma das maiores estratégias do diabo: convencer as pessoas que não existe Deus, céu, inferno, diabo; convencer a todos que ninguém está perdido e por isso não precisam de salvação. Ele apresenta Jesus Cristo como um grande líder, um grande administrador, um grande psicólogo, um grande mestre, um grande filósofo, mas jamais como Senhor e Salvador, jamais como Deus bendito e redentor. O Jesus do diabo é o Jesus das muitas religiões, das diversas formas de amar; é aquele que entende o ser humano tão bem que fecha seus olhos para os pecados que são cometidos. Ele é o Jesus da Teologia da Prosperidade do neopentecostalismo, que não passa de uma chave que abre um cofre repleto de riquezas materiais (casas, carros, empregos, empresas). É o Jesus demiurgo, o profeta que morreu como Buda e Maomé. É o Jesus que não salva. As pessoas acreditam nesse falso Jesus e o diabo, satisfeito, olha para a cruz e cospe nela. Ele não conseguiu impedir que Jesus cumprisse a sua missão, então vive a convencer as pessoas de que elas não precisam de um salvador, que elas mesmas podem se salvar.

Mas onde entra o Papai Noel nesta história? Acredite quem quiser, o bom velhinho é apenas mais uma das artimanhas do diabo para afastar o homem da necessidade de aceitar a Jesus como Senhor e Salvador. Talvez seja esse um dos seus planos mais bem elaborados e, por isso, o mais maquiavélico. Como vimos no início, São Nicolau era um bom homem, que se preocupava com as necessidades das pessoas pobres e gostava de presentear as crianças. Atos nobres. Então por que não pegar esse personagem e transformá-lo no ídolo de milhões de pessoas? Por que não substituir o dia do nascimento de Jesus pelo dia do Papai Noel? Por que não desviar o foco das pessoas da história do Salvador que nasceu pobre em Belém para a de alguém mais compatível com os reais desejos consumistas e egoístas das pessoas? E assim, durante séculos, o diabo foi usando as culturas, foi mesclando as festividades pagãs e cristãs, foi trabalhando na mente das pessoas a ideia de “dar e receber presentes” até conseguir afastar de suas vidas o verdadeiro sentido do Natal: o nascimento do Salvador.

Agora o diabo estava feliz com a sua conquista. Já que não conseguiu frustrar os planos de Deus em salvar a humanidade por meio do seu Filho amado, ao menos proveu uma forma de desviar a atenção das pessoas para outra coisa, de modo que elas ensinassem a seus filhos sobre o Noel, não sobre Jesus; de modo que elas esperassem o dia 25 de dezembro não para agradecer a Deus por ter-se feito homem por amor a nós, mas para ganhar presentes, festejar, comer e beber ao som de músicas natalinas que exaltam a pessoa errada. O Papai Noel, com o decorrer dos anos, virou o símbolo máximo do Natal, de modo que as pessoas afirmam não haver Natal sem ele.

Mas algumas pessoas podem perguntar: Como pode o Papai Noel ser uma criação do diabo para impedir que as pessoas conheçam a verdade, se ele só traz coisas boas, se o seu espírito é amor, paz e fraternidade? Pergunte-se: O que as crianças fariam se vissem um demônio de chifres rodeado de fogo por todos os lados? Como as pessoas creriam no Papai Noel e abandonariam Jesus de lado se o bom velhinho disseminasse o ateísmo, a guerra, a inveja, a discórdia, o orgulho, a mentira, a morte, a destruição, o caos? O espírito do Natal de Noel, com seu discurso humanitário e repleto de boas intenções, é apenas mais uma parte do plano maligno do diabo. Ele quer mostrar às pessoas que elas podem ter paz, podem amar e viver fraternalmente sem depender de Deus. Ele quer que todos acreditem que é isso que o Noel vem lhes trazer, quando na verdade a sua intenção é que os seres humanos vivam num mundo sem Deus, entregues aos seus próprios pecados e a sua incapacidade de conquistar a vida e a felicidade que somente Jesus pode trazer.

O que acontece quando passa o Natal? Tudo volta a ser como antes. O ano se inicia com o Carnaval, com bebidas, drogas, sensualidade, promiscuidade, corrupção, roubos, assassinatos, adultérios, disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e outras mazelas. O amor, a paz e a fraternidade desaparecem nas mesas dos bares, nas violências urbanas, na prostituição adulta e infantil, na violência contra as mulheres e as crianças, nas desigualdades sociais, na intolerância, no consumo e no tráfico de drogas, nas guerras entre os povos, na ganância, na corrupção generalizada, nos moradores de rua, nas populações assoladas pela falta de saneamento básico, educação e saúde; nas músicas mundanas que exaltam a prostituição, fomentam o preconceito e a intolerância, incentivam o uso de bebidas alcoólicas e de drogas, fazem apologia á violência e a promiscuidade.

Então só nos resta perguntar: Onde está o bom velhinho? Será que de lá do Polo Norte, ao lado da Mamãe Noel, cercado por seus duendes, ele não está vendo estas coisas? Ele não se preocupa com a humanidade que caminha na destruição e se autoflagela a cada dia mais? Como ele pode não se importar com o clamor dos oprimidos, com o choro das criancinhas por um pedaço de pão, com o desespero dos doentes nos hospitais sem leito, sem equipamentos, sem remédios e sem médicos? Não é possível que o Papai Noel seja tão insensível diante do ser humano cada vez mais vazio, mais cruel, mais pecador. Ele não vê que as pessoas não vivem a paz, o amor e a fraternidade que seu espírito trouxe na época do Natal? Não enxerga que elas continuam com suas mentes e corações vazios e repletos de ganância? Seus presentes logo se quebraram, alguns a traça roeu, outros foram roubados. Mas elas esperam pacientemente mais um Natal, mais uma oportunidade de encontrar o bem velhinho que, nos próximos 364 dias, estará escondido, alheio a tudo que se passa no planeta Terra.

Há mais de dois mil anos o apóstolo Paulo escreveu sobre esta cegueira causada pelo bom velhinho e que tem impedido que as pessoas conheçam o evangelho da salvação e possam se converter a Jesus Cristo. Esta cegueira generalizada é com certeza uma grande obra de Satanás, a velha serpente. Assim escreveu Paulo: “Mas se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:3,4). O objetivo de Deus é nos salvar por intermédio de Jesus, mas a vontade do diabo é que isto jamais aconteça. Deus quer nos libertar dos grilhões do pecado, nos reunir como uma família santa e feliz. Ele quer nos perdoar e santificar, nos purificar e nos encher de amor e misericórdia. Papai Noel pode nos dar tudo isso?

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE IV


QUARTA PARTE

  

Nisso tudo o diabo estava agindo. Não conseguira impedir o nascimento de Jesus e seus planos de desviar-lhe a atenção da sua missão salvítica tinham sido frustrados. Ele precisava de todas as formas impedir que Jesus chegasse até a cruz. Se isto acontecesse, os planos de Deus estariam destruídos para sempre. Foi então que ele utilizou-se da boca do apóstolo Pedro para tentar fazer com que Jesus desistisse da ideia de morrer dependurado numa cruz, e isto aconteceu depois de Pedro afirmar que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16:13-20). É o próprio evangelista Mateus que relata: “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado ao terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tens compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (16:21,22).

Provavelmente pode ter havido um instante de silêncio após essa fala desastrosa de Pedro, um momento de suspense em que o diabo cruzou os dedos e ficou na expectativa do que Jesus iria falar. Sofrer muitas coisas, morrer... Podia ser que finalmente Ele caísse em si e desistisse de vez dos seus planos messiânicos. Mas o Senhor fez algo diferente das expectativas do diabo: “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v. 23). Nota-se que Jesus não se dirigiu a Pedro, mas a Satanás! O Senhor sabia quem estava por detrás daquela declaração, daquela sugestão que o retiraria do caminho já traçado por Deus. O diabo não havia entendido ainda que Jesus não estava ali para ter misericórdia de si próprio, mas do pecador.

Novos planos frustrados. Então, outra de suas artimanhas foi tentar acabar com o ministério de Jesus por meio de um dos discípulos, Judas Iscariotes, conforme nos informa o evangelista: “Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Jesus” (Lucas 22:3,4). O que ele esperava que acontecesse, que Jesus fosse preso e seus discípulos se dispersassem? Talvez ele imaginasse que desta forma não seria Jesus se entregando para morrer na cruz, mas ele, o diabo, entregando Jesus para ser morto e esta morte não teria poder de salvar ninguém.

Mas o que o diabo não poderia imaginar é que também isto já estava nos planos de Deus, porque era necessário que o Cristo fosse morto na cruz e para isso deveria padecer nas mãos dos soldados romanos, até ser julgado e condenado à crucificação. Não era o diabo, naquele instante, condenando Jesus a morte, mas o Salvador já havia sido crucificado antes da fundação do mundo, na eternidade de Deus, uma eternidade desconhecida ao diabo e a todos nós. Assim escreveu o apóstolo Pedro: “...sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus” (1 Pedro 1:18-21).

Como o diabo havia desejado, Jesus acabou sendo traído por Judas e preso pelos judeus, sendo conduzido à corte, onde foi levado até Pilatos, depois até Herodes para depois ser devolvido a Pilatos (Lucas 23:1-25). Ali, no diálogo entre Pilatos e a multidão enfurecida, o diabo ouviu o que não gostaria de ouvir. Pilatos trouxe um amotinado chamado Barrabás, e como de costume naquela época, pediu que o povo escolhesse qual dos dois prisioneiros deveria soltar. O povo escolheu Barrabás. Então Pilatos perguntou: “Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?”. E o povo clamou: “Crucifica-o!” (Mateus 15:7-13). Crucifica-o? Jesus iria para a cruz, morreria pelos pecados da humanidade e ressuscitaria ao terceiro dia. Seria o fim dos planos malignos do diabo para impedir que a raça humana voltasse a ter comunhão com Deus. E agora, o que fazer? Era preciso agir rápido!

Em poucas horas Jesus já estava pregado na cruz, derramando seu precioso sangue, o justo pelos injustos, para conduzir o homem de volta a Deus, como Pedro escreveu anos depois: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1 Pedro 3:18a). O diabo estava atônito contemplando aquela cena. Se Jesus morresse, se ele espirasse, tudo estaria consumado. Era preciso fazer com que ele descesse da cruz. O evangelista Lucas relata que algumas pessoas zombaram de Jesus, insinuando que se ele era mesmo o rei dos judeus, deveria salvar a si mesmo (23:37). Também um dos ladrões que fora crucificado ao seu lado, afirmou: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também” (v. 39). Seria uma grande demonstração de poder se Jesus descesse da cruz. Certamente as pessoas se impressionariam e creriam nele. Provavelmente o colocariam sobre um cavalo branco, com escudo e espada nas mãos e o levariam para comandar uma invasão a Roma! Mas se o Senhor fizesse isso, a humanidade ficaria sem qualquer chance de salvação. Era tudo o que o diabo queria.

Porém, como eu já disse anteriormente, os planos de Deus não podem ser frustrados. Jesus entregou o seu espírito nas mãos do Pai e espirou. O véu do santuário foi rasgado, simbolizando que a separação que havia entre Deus e o homem havia sido desfeita. Ali morria o Filho de Deus, o Salvador perfeito de toda a humanidade. Totalmente impotente diante da morte do Senhor na cruz, a única coisa que o diabo podia fazer era contemplar a salvação dos justos e lamentar. O que Deus prometera no Éden, acabara de cumprir. Jesus ressuscitaria e ele nada poderia fazer. Ao terceiro dia, como narram os evangelhos, Jesus ressuscitou e subiu vitorioso aos céus. Agora, todo aquele que nele cresse poderia voltar aos braços do Pai, sendo adotado como filho e livre de condenação e com a vida eterna (João 3:16; Romanos 8:1). Em breve Ele voltaria para levar os seus até a morada celestial, onde viveriam para sempre com o Pai, longe das dores do mundo, da morte e das investidas perversas do diabo.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE III


TERCEIRA PARTE

 
 
A primeira cartada do inimigo para frustrar os planos de Deus encontra-se na pessoa do rei Herodes. Os magos que vieram do Oriente encontrar o Messias, foram ter com Herodes para saber dele – provavelmente porque era o atual rei – onde estava o recém-nascido Rei dos judeus, como atesta o evangelista Mateus (2:2). O velho rei ficou alarmado com a possibilidade de haver outro rei querendo substituí-lo, não somente ele, mas toda Jerusalém (v. 3). Ele, então, pediu que os magos o avisassem onde o Cristo estava, para que ele também pudesse ir adorá-lo (v. 8). O objetivo dele, claro, era aniquilar o menino para que não lhe roubasse o trono. Eis a grande estratégia do diabo: “Não pude impedir Jesus de nascer, então vou matá-lo e ele jamais cumprirá os planos de Deus de salvar a humanidade”. Como os magos foram avisados por um anjo para não retornarem a Herodes, ele organizou a grande matança dos inocentes, na tentativa de entre eles matar o Messias (vs. 16-18).

Mas o diabo esquecera-se de algo que Jó, o servo do Senhor, escrevera alguns séculos antes: “Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 41:1). Ou o que Moisés dissera: “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19). Jesus escapou ileso de sua armadilha e “crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52). O Messias agora era uma realidade palpável e finalmente reuniria o homem e Deus novamente numa grande e abençoada família, que seria chamada de Igreja, onde Ele mesmo seria a Cabeça e o fundamento.

A essa altura o diabo estava possesso. Se o rei Herodes não foi competente o bastante para dar conta do recado, ele iria pessoalmente tentar destruir o Filho de Deus para impedi-lo de pregar a Verdade, de doar-se como sacrifício perfeito e definitivo com o fim libertar o homem da morte e do pecado. O que fazer então? A sua nova estratégia foi tentar desviar o foco de Jesus da sua missão e convencê-lo de que ele deveria adorá-lo como o deus do mundo. O relato dessa nova estratégia do diabo encontra-se nos evangelhos de Mateus (4:1-11), Marcos (1:12,13) e Lucas (4:1-13), onde ele tenta Jesus de todas as formas para que peque. Ele tentou o Messias em três áreas: a carne, oferecendo-lhe a satisfação dos seus apetites ; o mundo, como um apelo à glória e à vaidade; e as do próprio diabo, como um desejo de ser igual a Deus.

O diabo queria um Messias nos moldes que o mundo esperava: um “salvador da pátria”. Seu desejo era que Jesus não passasse pela cruz, que ele abraçasse o mundo e desistisse da sua missão salvítica. Ele sabia que seria na cruz que Jesus reconciliaria o mundo consigo, vencendo a morte, o pecado e o próprio inferno. Eis o que o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Corinto: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2 Coríntios 5:18,19). E aos Romanos ele escreveu: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Romanos 5:10). Leia também Colossenses 1:22 e veja que o diabo não poderia permitir que tal coisa acontecesse.

Mas as respostas negativas de Jesus às investidas do diabo apenas reafirmaram sua identidade de Salvador, de Deus e Senhor do universo. Jesus sabia quem era e qual era o seu papel e nada que o diabo lhe oferecesse em troca seria aceito. Mas o inimigo não estava satisfeito. Diz o evangelista Lucas que passadas as tentações, o diabo apartou-se de Jesus “até momento oportuno” (4:13). Ele estaria esperando apenas mais uma oportunidade para frustrar os infrustáveis planos de Deus. É este o modo de agir do diabo, observando, sondando, aguardando a oportunidade de atacar, como nos alerta o apóstolo Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8).

Jesus, então, deu início ao seu ministério vitorioso de pregação do Evangelho da salvação a todos os povos, judeus e gentios. Ele andou entre os pobres e os pecadores, amou os mendigos e as prostitutas, curou os enfermos, ressuscitou os mortos, perdoou pecados, multiplicou pães, devolveu a esperança a muitos que já não a tinham. Durante todo o seu ministério, Ele sofreu com a perseguição dos judeus, acima de tudo dos fariseus, que desacreditavam do seu ministério de buscavam de todas as formas fazê-lo se calar ou matá-lo. Eles não entendiam como aquele homem que andava e comia com prostitutas e cobradores de impostos poderia ser o Filho de Deus, o Messias prometido para salvar a humanidade. Em muitos pontos a pregação de Jesus ia contra a sua crença e eles o odiavam a cada dia mais e não compreendiam a sua mensagem. Quem estava por trás disso senão o próprio diabo? O próprio Senhor Jesus afirmou: “Qual é a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:43,44).

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE II


SEGUNDA PARTE

 


A nossa história começa há muitos anos atrás, numa época denominada Antes de Cristo (a.C.), na verdade, pouco depois da criação do mundo e do primeiro casal humano. Conta a Bíblia que Deus criou de maneira assombrosamente espetacular o mundo, vindo todas as coisas a existirem do nada por intermédio da sua Palavra. Ele criou todas as coisas perfeitas e boas, inclusive o homem feito à sua imagem e à sua semelhança, conforme fatos narrados nos capítulos um e dois do livro de Gênesis, escrito por seu servo Moisés. Deus tinha um ideal para os primeiros seres humanos ali naquele jardim de delícias: manter comunhão com eles. Deus não os criou para viverem longe de Si nem para morrer. O homem e a mulher nasceram para viver eternamente com seu Pai celeste. Não havia morte nem pecado. O que havia era a criatura e o criador desfrutando de perfeita harmonia.

Mas alguém não estava satisfeito. O diabo, o anjo caído inimigo de Deus, metamorfoseou-se em serpente e invadiu o paraíso perfeito de Deus. Ele não podia suportar a ideia de que aqueles seres recém-criados tivessem tanta intimidade com o Criador. Invejoso e despeitado, ele arquitetou seu plano maquiavélico com o fim de separar Adão e Eva do seu Pai. E ele conseguiu! Iludindo Eva com a promessa de que seria igual a Deus caso comesse do fruto da árvore que estava no meio do jardim, fruto que o Senhor lhe havia proibido que comesse, ele fez com que ela desobedecesse a Deus e saboreasse aquele fruto tão aprazível aos olhos. Ela comeu e deu também ao seu marido, Adão, que não também comeu sem perguntar coisa alguma. Pronto, a desgraça estava feita, conforme nos relata o capítulo três de Gênesis.

A desobediência de Adão e Eva trouxe-lhes consequências terríveis, não somente a eles como também a toda a raça humana. Eis o que escreveu o apóstolo Paulo séculos mais tarde: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). A morte e o pecado levaram Deus a expulsar o infeliz casal do paraíso, trazendo maldição sobre a terra e castigos. Porém, o maior de todos os tormentos do gênero humano seria viver sem aquela comunhão perfeita com o Pai que era desfrutada no paraíso. O diabo com certeza estava feliz com o sucesso do seu empreendimento. Adão e Eva expulsos, o pecado reinando solto pela terra, a morte, o trabalho árduo. Era tudo o que ele mais queria.

Mas não deu tempo do diabo se alegrar com o fruto da sua obra maligna. Ele provavelmente esquecera que quem estava ali era um Deus de misericórdia e de amor, um Deus de justiça e de juízo, mas um Deus de salvação e de graça abundante. Antes mesmo de decretar o destino dos nossos ancestrais, o Senhor voltou a sua atenção para o diabo e lhe disse: “Visto que isto fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:14,15). Deus providenciou um Salvador! Este Salvador perdoaria os homens dos seus pecados e restituiria a sua comunhão com Deus perdida no Éden.

Mas o que tudo isto tem a ver com a verdadeira história do Papai Noel? Em breve o leitor entenderá melhor. A tentativa frustrada do diabo em separar para sempre o homem de Deus rendeu-lhe muitas dores de cabeça nos séculos que se seguiram. Deus constituiu para si um povo e o fez a nação de Israel, a menina dos olhos de Deus. Lendo a Bíblia, encontraremos um povo teimoso, rebelde, pecador, murmurador e que por diversas vezes preferiu adorar aos ídolos do que se prostrar diante de Deus. Era um povo vitorioso sempre que colocava sua esperança no Senhor, arrependia-se dos seus pecados e obedecia aos mandamentos. Mas mesmo com todas as dificuldades, o povo de Deus conquistou a terra prometida, constituiu seu império, construiu o templo e sempre foi reconhecido entre as nações como filhos do Deus Altíssimo.

Mas ainda lhes faltava uma coisa: o Messias prometido, aquele que restauraria a sorte de Israel e traria a salvação a todos os homens. Durante séculos o povo judeu viveu praticando sacrifícios de animais para apagar os seus pecados e manter comunhão com Deus. Mas o Messias, o Ungido do Senhor viria fazer nova todas as coisas, oferecendo-se como sacrifício pelos pecados do mundo para conduzir todos os que nele cressem à vida eterna no céu. Muitos judeus, porém, esperavam um libertador político, que libertaria o povo do julgo romano e restauraria a nação de Israel. Esse era o anseio da maior parte da população: um general poderoso, capaz de liderar seus guerreiros numa luta vitoriosa contra o Império Romano.

Se fosse esse o tipo de salvador que Deus havia prometido, o diabo estaria imensamente feliz, porque a raça humana ainda viveria na dependência de sacrifícios que o próprio Deus já não suportava, visto o tamanho da pecaminosidade dos seus filhos. Assim escreveu o inspirado profeta Isaías: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes nos meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação... Pelo que quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicai as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos, cessai de fazer o mal” (Isaías 1:11-16).

Era impossível que aqueles sacrifícios retirassem pecados. Era impossível para o homem justificar a si mesmo dos seus erros e reatar a sua comunhão com Deus. Fazia-se necessário a vinda do Cordeiro que tira o pecado do mundo, do Messias, do Salvador: Jesus Cristo. Então, no tempo determinado por Deus, um anjo foi enviado para dar a uma jovem chamada Maria, da cidade de Nazaré, a notícia de que ela conceberia e daria a luz ao Salvador, como nos atestam os evangelhos (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-37). Aquilo que Deus prometera a serpente, estava se cumprindo e o diabo via ali mais uma vez os seus planos sendo frustrados. Ele precisava fazer alguma coisa, pois sabia que se Jesus Cristo cumprisse com a sua missão, seus planos de manter o homem distante de Deus estariam frustrados. Ele precisava agir rápido.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO PAPAI NOEL - PARTE I




PRIMEIRA PARTE


            Existem muitas versões que explicam quem é e como surgiu o “bom velhinho”, mais conhecido como Papai Noel. A história oficial relata a vida de um santo católico que nasceu em Patera, na Turquia, no ano 280 d.C. O seu nome verdadeiro era Nicolau Taumaturgo, posteriormente conhecido como São Nicolau ou Saint Nicholas, mas para os norte-americanos, Santa Claus. Filho de família muito rica, Nicolau, segundo a tradição católica, vivia cercado de milagres e graças especiais. Ele tornou-se monge, depois padre e aos 30 anos de idade foi nomeado bispo em Mirna.

            Nicolau tinha profundo senso de justiça e gostava de ajudar anonimamente as pessoas carentes e necessitadas. Ele embrulhava moedas de ouro em algum pano e jogava pelas janelas das casas; outros afirmam que ele as jogava pela chaminé. Diz-se também que ele entregava presentes às crianças escondido. Ele faleceu em 06 de dezembro de 343, em Mirna, sendo depois considerado santo pelos fiéis católicos, que creditavam a ele inúmeros milagres. Após um relato em que ele ressuscitara 3 crianças que haviam sido esquartejadas, Nicolau tornou-se o padroeiro das crianças. Em comemoração à sua pessoa, freiras francesas passaram a distribuir doces entre as criancinhas no dia 6 de dezembro.

            Passados tantos séculos, a história do arcebispo Nicolau mesclou-se a fábulas, crendices, festas e cultos pagãos, transformando-o na figura do santo católico que hoje conhecemos como Papai Noel (em francês Papai Natal). Do deus alemão Voldan, que andava no céu em uma biga enquanto observava as pessoas que eram boas e as más, ele herdou seu trenó puxado por renas mágicas. Foi através de um hábito pagão de entregar presentes às pessoas no Natal que surgiu esta prática que perdura até hoje. A partir do século 19, a literatura se incumbiu de trazer novos elementos ao Natal e ao Papai Noel, como os duendes. Quando o comércio começou a associar a figura do Papai Noel às vendas em suas lojas, criou-se uma incrível onda comercial que hoje é parte inseparável do Natal que hoje comemoramos. As vestimentas do Papai Noel e seu jeito alegre e bonachão são fruto de uma bem-sucedida campanha da Coca-Cola, que em 1930 encomendou a figurinistas a figura do bom velhinho como a conhecemos.

O Papai Noel que o mundo inteiro conhece hoje é alguém que mora no Polo Norte, num lugar de neve eterna, e possui uma imensa fábrica de brinquedos, onde um sem-número de duendes trabalha sem cessar para garantir um Natal feliz para milhões de crianças boazinhas espalhadas por todo o planeta, em apenas uma única noite do ano. De barba branca, vestindo roupas vermelhas e botas pretas, ele voa por todos os continentes a bordo de um trenó puxado por renas voadoras. Quando chega a uma casa, desce pela chaminé e deposita os presentes na árvore de natal ou dentro de uma meia, previamente pendurada na lareira. O bom velhinho é o ser que incorpora o verdadeiro espírito do Natal: paz, amor e fraternidade entre os homens.

            Mas será este mesmo o espírito de São Nicolau? Estará mesmo ele a serviço da paz mundial? Existem muitas controvérsias a respeito disso. Mas uma coisa é certa: ele movimenta incontáveis milhões de dólares, euros, reais durante as festividades natalinas. Mais do que qualquer outro personagem, Papai Noel incorpora perfeitamente o espírito do consumismo desenfreado, do materialismo, da coisificação do homem, da brevidade da vida, do hedonismo, do mecanicismo, da ambição, da desigualdade social, do capitalismo voraz, do imperialismo americano, em fim, do amor ao tudo ter.

A figura do bom velhinho – estampada nas propagandas e nos filmes da TV, nos outdoors, em fotos espalhadas em todas as partes, nas canções e nas decorações natalinas, nas fachadas e nas salas das residências, nos ornamentos dos shoppings, no imaginário das criancinhas, nos filmes do cinema, nos cartões, nas mentes e nos corações de quem anseia por um presente ou por um único momento de paz, amor e fraternidade entre as pessoas – faz com que uma outra pessoa seja sumariamente esquecida, relegada a um plano inferior, tratada com desdém, desprezada nos enfeites natalinos e nas ornamentações dos grandes centros comerciais, trocada por um idoso fictício de sorriso bonachão. Quem é esse? Qual o seu nome? Ele tem presentes para dar? Quanto custa? Cabe debaixo da árvore de Natal? Podemos pagar com cartão de crédito dividido em suaves prestações?

É sobre esse “estranho” personagem que acaba de invadir este texto sobre o bom velhinho que eu gostaria de falar, dando a versão verdadeira para a criação do Papai Noel. Quem é realmente o Papai Noel? Que mente brilhante o criou? Qual o seu verdadeiro propósito na terra? O que existe por trás dos seus lindos presentes enfeitados com lacinhos coloridos? O que se esconde por detrás do espírito natalino que ele tanto dissemina nesta época festiva e que seus seguidores mais ferrenhos procuram vivenciar – ao menos uma vez por ano? É este o objetivo da nossa investigação: conhecer a verdadeira face do seu Noel, o bom velhinho. Ho! Ho! Ho!


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Como ser um bom católico?




            Deus nos ensina através da sua Palavra, por intermédio do apóstolo Pedro, que devemos estar preparados para testemunhar da nossa fé. Assim está escrito: “Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13-15). Então, o que dizer a alguém que porventura nos pergunte o motivo de sermos crentes?
            A minha resposta pessoal seria: Sou crente porque sou lavado e remido no sangue de Cristo, porque o aceitei como Senhor e Salvador da minha vida e fui justificado pela fé por meio da graça de Deus. Estando em Cristo, sou adotado como filho de Deus, santificado pelo Espírito Santo, estou perdoado dos meus pecados e separado do mundo para as boas obras preparadas para que eu ande nelas, o que se pode resumir em amor e obediência. Nele eu tenho a segura esperança da vida eterna, porque nele não há mais condenação. Um dia Ele voltará para levar a sua igreja, santa e imaculada, e eu irei com Ele nas nuvens morar para sempre no Paraíso celestial, na nova Jerusalém. E, lógico, citaria inúmeros versículos bíblicos.
            Mas que resposta eu daria se alguém me perguntasse: Por que você é católico? Voltando até o ano de 1994 e resgatando a minha mentalidade e a minha fé católica de outrora, eu certamente responderia: Porque nasci num lar católico, porque vou à missa, comungo... Na verdade não saberia muito que dizer. Mas esse não seria um problema apenas meu. A grande maioria dos católicos, os leigos, que não tem costume de ler a Bíblia nem de participar de cursilhos e pastorais; que não são carismáticos nem frequentam a comunidade Canção Nova, muito pouco tem a dizer a respeito da razão de serem católicos. Rezam, fazem novenas, pagam promessas, se prostram diante de imagens, comungam, se confessam aos padres, adoram o papa, mas a sua fé não possui fundamento bíblico algum. Por que você é católico? Porque sou, ora!
            Uma das grandes estratégias dos líderes da igreja católica chama-se “batismo”.  Segundo o Compêndio do Vaticano II, o batismo é um rito sacramental que une a todos os fiéis católicos, tornando-os verdadeiramente filhos de Deus através de uma nova vida incorporada em Cristo. O batismo consagra o fiel ao sacerdócio comum e o torna participante do sacerdócio real de Cristo. Ele é a porta através da qual o fiel é introduzido na igreja e o faz ter participação plena, cônscia e ativa na liturgia. Através do batismo o fiel alcança a sua salvação, pois só aí passa a fazer parte da única igreja que salva: a católica, e fora dela ele está perdido.
A palavra-chave para entendermos a importância do batismo e o que ele significa para o que pretendo demonstrar aqui chama-se “sacramento”. Os sacramentos, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica (cân. 1127): “Celebrados dignamente na fé, os sacramentos conferem a graça que significam”. No mesmo Catecismo, a respeito do significado dos sacramentos, o cânon 774 afirma:


A obra salvítica de sua [de Jesus Cristo] humanidade santa e santificante é o sacramento da salvação que se manifesta e age nos sacramentos da Igreja (que as Igrejas do Oriente dominam também “os santos mistérios”). Os sete sacramentos são os sinais e os instrumentos pelos quais o Espírito Santo difunde a graça de Cristo, que é a Cabeça da Igreja, que é seu corpo. A Igreja contém, portanto, e comunica a graça invisível que ela significa. É neste sentido analógico que ela é chamada de “sacramento”.

            Percebe-se, então, que os sacramentos conferem salvação. Desta forma, como sacramento de iniciação na fé (fé que um recém-nascido não possui porque ainda não tem consciência de pecado nem da necessidade de aceitar a Cristo para ser salvo), o batismo finca as raízes do fiel na igreja católica, onde será ensinado e fará a primeira comunhão e a crisma. Ele participará da vida da igreja e poderá desenvolver ministérios próprios para os leigos ou mesmo abraçar a vida sacerdotal. A maioria das pessoas, porém, cumpre os rituais exigidos e tornam-se católicos apenas nominais. Pergunte-se a maioria dos entrevistados nos censos do IBGE e dirão: sou católico. Pergunta-se quantas vezes vai à igreja: casamentos, batizados, missa de sétimo dia... Alguns vão todos os domingos e dias de festas.
            Então, o que é ser um bom católico? O que o fiel deve fazer para afirmar sua fé além de participar dos sacramentos da igreja? Atualmente, principalmente com o movimento carismático católico e a luta dos padres para frear o avanço do protestantismo, transformando seus cultos em cópias do movimento pentecostal evangélico, algo mais tem sido exigido do fiel católico, inclusive a leitura da Bíblia e a santificação. Mas a grande massa, aqueles que são católicos apenas verbalmente e que não abrem mão do cigarro, das bebidas e das festas mundanas (que inclusive estão mescladas às festividades de santos padroeiros das cidades), não atentam a essas novas exigências. Na verdade, a igreja católica já tem estabelecido regras que o seu fiel deve praticar para estar quite com a sua fé. São os “Mandamentos da Igreja”, descritos no Catecismo da Igreja Católica, cânon 2041 a 2043. São eles:

I – Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.
II – Confessar-se ao menos uma vez por ano.
III – Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição.
IV – Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja.
V – Ajudar a Igreja em suas necessidades.

            São cinco mandamentos que, quando praticados, fazem com que o fiel “se sinta católico”. Não é necessário que ele esteja o tempo inteiro na igreja, nem que esteja constantemente confessando a Deus os seus pecados; também não é preciso participar constantemente da Eucaristia, se for somente na Páscoa já está ótimo. Agindo assim, o fiel estará mostrando ser um bom católico, porque obedeceu às regras, cumpriu os rituais exigidos, deu o seu dízimo, absteve-se de carne por alguns dias. Mas não foi só isso! Ele reverenciou seu santo padroeiro, devotou sua vida à Maria, acendeu muitas velas, encomendou muitas almas.
            É assim que a grande maioria dos católicos se relaciona com Deus, por meio dos sacramentos, dos dogmas, das liturgias, dos rituais, das festas, da devoção à Maria e aos santos, do terço, das novenas, do culto aos mortos e aos anjos, das velas, dos amuletos (escapulário, medalhas milagrosas, relíquias de santos mortos). Não existe um relacionamento pessoal e íntimo com Deus por meio de Cristo. Tudo o que foi relacionado acima é cumprido de maneira mecânica, sem consciência. As pessoas nascem num “país católico” e por isso são católicas. Participam dos sacramentos, mas nada disso produz relacionamento profundo com Deus, motivado pela fé consciente e sincera, pelo arrependimento genuíno, pelo desejo de adoração, pelo reconhecimento do senhorio de Cristo e da soberania de Deus.
            Existe um grande personagem da nossa História que sempre demonstrou ser um católico legítimo e praticante, fiel às tradições e observante dos rituais. Ele, coforme conta Reinaldo Azevedo (2012, p. 82)

...era um homem extremamente religioso. Era devoto de Santo Expedito e Santa Luzia, não obstante, pelo seu racismo, não apreciava São Benedito.
Com frequência, ajoelhava-se perante o oratório, nas novenas rezava como um bom católico. Tinha um rosário e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição do Juazeiro. A sua principal oração era o Ofício da Virgem da Conceição.
Os cangaceiros, todos juntos, rezavam em voz alta, de joelhos, principalmente na hora do ângelus, antes de se deitarem.
Às sextas feiras da paixão, passavam o dia com as armas descarregadas. Nesse dia, o chefe não falava absolutamente nada.

            O nome desse fiel católico? Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, o mais famigerado cangaceiro do sertão Pernambucano, responsável por espalhar terror e morte na sua época. Ou como diz a canção: “Bandoleiro das terras nordestinas”. Um católico praticante, mas sem escrúpulos; cumprindo com seus rituais, mas sem qualquer compromisso com Deus e com a sua Palavra.
Agora, através dos relatos históricos de Nigel Cawthorne (2002), observemos o currículo de um fiel, cujo nome era Rodrigo, que cometeu seu primeiro assassinato aos 12 anos de idade: orgulho, arrogância, crueldade, tirania. Ele era inflexível e implacável, vingativo e imprevisível. Notório por sua promiscuidade na juventude, tendo inúmeras amantes. Mesmo em idade avançada, jamais perdeu seu faro para as mulheres bonitas. Teve inúmeros filhos ilegítimos durante sua carreira. Seduziu uma viúva espanhola e conquistou também as suas duas filhas e era conhecido por sua voracidade sexual. Cometeu adultérios. Gostava de caçar e de jogar e possuía muitos bens preciosos e caríssimos, inclusive inúmeros cavalos e criados. Após um batizado, retirou-se para um jardim fechado, onde foi permitida a entrada apenas de cardeais, de seus criados e das senhoras, ficando maridos, pais, irmãos e outros parentes masculinos de fora.
Sob sua responsabilidade, Roma tornou-se um mercado público, onde todos os ofícios sacros estavam à venda. Sobre ele foi dito: “Estamos agora nas garras daquele que talvez seja o mais selvagem lobo que o mundo já viu”. Ele foi tido como “o mais voluptuoso tirano”. Além disso, diz-se que ele havia feito pacto com o diabo para chegar onde chegara. Sobre ele, Cawthorne (2002, p. 233) relatou: “Rodrigo adorava patrocinar entretenimentos nos quais se exibiam mulheres nuas e núbeis. Algumas vezes eles interrompiam a missa. Certa ocasião, ele trouxe mulheres às gargalhadas até o altar e a hóstia santificada foi pisoteada”. Ele também praticava a simonia, envenenando seus eleitos após a nomeação. Quem é esse Rodrigo? Ninguém menos que o papa Alexandre VI (1492-1503).
Então, basta apenas ser batizado, fazer parte de uma igreja, cumprir rituais e participar de liturgias? Basta nascer católico para ser católico? Cantores de músicas que fomentam a violência contra a mulher, fazem apologia ao alcoolismo, incentivam a prostituição, a promiscuidade e o adultério agradecem a Deus no início e no fim de cada show. Padres pedófilos são denunciados constantemente e encobertos pelo Vaticano. Freiras afogam bebês recém-nascidos em fontes e lagoas para não denunciar o seu pecado. Padres, tomados por desejos carnais, envolvem-se em romances escondidos com suas fiéis ou se tornam homossexuais. O sincretismo religioso permite ao católico frequentar terreiros de umbanda e mesas brancas, bem como participar de toda espécie de ritual “ecumênico”. O que é ser católico afinal de contas? O que é ser um “bom católico”?
É claro que se pode devolver a pergunta: O que é ser um “bom evangélico?”. Boa pergunta para o protestantismo materialista do neopentecostalismo, que se rende a cada dia mais à teologia da prosperidade, buscando satisfazer todos os desejos que a carne pode ter, deixando de lado o Evangelho de Graça de Deus. Pastores corruptos, lobos devoradores, crentes que não oram, não evangelizam, não praticam a misericórdia, não são socialmente responsáveis, não compartilham, não se aconselham. Apenas cantam: “Por todo lado sou abençoado!”. Mercenários, como o bispo Edir Macedo, que se professem crentes e vivem a encostar Deus contra a parede, exigindo seus direitos às riquezas dos cofres celestiais. Pessoas cujo deus é o ventre e cujo anseio está em conquistar riquezas materiais, esquecendo-se da única riqueza que realmente interessa: a vida eterna.
Então, o que é ser um “bom cristão”? Deixo a cargo de cada um a resposta a esta pergunta. Termino com a oração da paz, de São Francisco de Assis:

Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado; pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Se você gostou deste texto, tem algo a acrescentar ou alguma crítica a fazer, envie email para: pregandoaverdadeirafe@gmail.com.


Mizael de Souza Xavier.
27 de dezembro de 2012.

BIBLIOGRAFIA

AZEVEDO, Reinaldo. Cangaço tatuado no braço. Rio Grande do Norte: Sebo Vermelho, 2012.

CAWTHORNE, Nigel. A vida sexual dos papas: uma exposição irreverente dos bispos de Roma, de São Pedro até nossos dias. São Paulo: Ediouro, 2002.

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DICAS DE LEITURA SOBRE O CATOLICISMO ROMANO E OS PAPAS:


CORNWELL, John. O papa de Hitler: a história secreta de Pio XII. Rio de Janeiro: Imago, 2000.

_____________. A face oculta do pontificado de João Paulo II. Rio de Janeiro: Imago, 2005.

FRATTINI, Eric. O mundo secreto dos papas: de São Pedro a Bento XVI. São Paulo: Novo Século, 2005.

LACHATRE, Maurice. Os crimes dos papas: mistérios e iniquidades da corte de Roma. São Paulo: Madras, 2004.


NUZZI, Gianluigi. Sua Santidade: as cartas secretas de Bento XVI. Rio de Janeiro: Leya, 2012.

SCOTTI, R. A. Basílica de São Pedro: esplendor e escândalo na construção da catedral do Vaticano. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

STANFORD, Peter. A papisa: a busca da verdade sobre a história de Joana, a papisa. Rio de Janeiro: Gryphus, 2000.

URQUHART, Gordon. A armada do papa: os segredos e o poder das novas seitas da igreja católica. Rio de Janeiro: Record, 2002.

YALLOP, David. O poder e a glória: o lado negro do Vaticano de João Paulo II. São Paulo: Planeta, 2007.


DICAS DE LEITURA SOBRE O FALSO PROTESTANTISMO:


MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 2005.

NICODEMUS, Augustus. O que estão fazendo com a igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. São Paulo: Mundo Cristão 2008.

PIERATT, Alan B. Evangelho da prosperidade: análise e resposta. São Paulo: Vida Nova, 1993.

ROMEIRO, Paulo. Decepcionados com a graça: esperanças e frustrações no Brasil neopentecostal. São Paulo: Mundo Cristão: 2005.

_____________. Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.


DICA DE LEITURA PARA AMBOS:


Bíblia Sagrada. Céu: Deus, eternamente.


Versículo para meditar: Colossenses 3:16